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IV Concurso de Fotografia Árvores de São Paulo e uma breve reflexão

A prefeitura de São Paulo, junto a outros parceiros, está promovendo o 4º Concurso de Fotografia Árvores de São Paulo. O prazo para envio de imagens é 07/08/2009 e cada participante poderá enviar até três fotografias de árvores localizados no município de São Paulo (no site está o regulamento completo).

Quero participar deste concurso, sobretudo, porque é um excelente treino para fazer fotografias temáticas. É muito mais fácil quando a professora pede para fazer um desenho livre, e cada um faz aquilo que sabe melhor, do que quando pede um tema restrito, principalmente se aquele tema não é o seu forte. Fotografar árvores não é o meu, por exemplo. Assim, este tipo de concurso acaba se tornando um desafio pessoal muito legal.

Mas mudando um pouco de assunto, e chegando onde que realmente queria chegar com este post, é interessante ler a chamada para o concurso no contexto do corte de árvores da Marginal Tietê, em São Paulo, que está ocorrendo desde a semana passada.

Foi iniciada uma obra de expansão de pistas na Marginal, para melhorar o fluxo de veículos, e para isso as árvores do canteiro central estão sendo removidas. O trânsito é, atualmente, o maior problema na cidade de São Paulo. É, pelo menos, sem dúvida o que mais me incomoda. As políticas direcionadas para solucionar este problema, entretanto, são claramente paleativas. Já está muito claro que aumentar números de pistas nas vias, proibir circulação de caminhões durante o dia, restringir acesso a ônibus fretados no centro, criar sistemas de rodízios de veículos etc, são medidas que funcionam – para os primeiros meses. Pouco tempo depois, a situação já está “normalizada”, com quase 300km de congestionamento em dias normais, sem chuva, sem ser saída para feriado, sem algum acidente grave.

O corte de árvores é apenas o estopim de uma crise que já está há anos anunciada. E devo concordar que estou junto com os “abraça árvore”, porque estão acabando com a arborização urbana. Estão transformando a cidade em lugar para carros e não para gente. São Paulo está com os dias contados (e eu também para cair fora dessa cidade).

O concurso é interessante pois traz esta reflexão: “…é parte de um esforço da Secretaria do Verde no sentido de levar o paulistano a olhar mais para suas árvores, a zelar mais por elas. As lentes revelam, não só para o fotógrafo, mas também para todos os paulistanos, diferentes interações que temos com nossa arborização. Às vezes detalhes curiosos, às vezes um pouco de nonsense, muitas vezes interação com a cultura urbana, outras vezes facetas menos felizes, como vandalismo e depredações. Atentam para o fato de que a sobrevivência das árvores em nossas ruas depende de cada um de nós e da forma como nos relacionamos com elas.” (Prefeitura da Cidade de São Paulo, em http://portal.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/meio_ambiente/concursofotografia/0001).

É irônico, entretanto, a prefeitura chamando os cidadãos para zelar mais pelas árvores da cidade, trazendo à tona esta reflexão, uma crítica às “facetas menos felizes, como vandalismo e depredações”, mas trocando canteiros arborizados por vias automotivas.

Quentão, curau e pedal

Está feito o convite! (ãh, ãh?)

Bicicletada Junina

Ride of Silence São Paulo

Amanhã, em diversas cidades do mundo, acontece a “Bicicletada do Silêncio” (Ride of Silence), uma pedalada em memória de todos os ciclistas mortos ou feridos no trânsito.

Em São Paulo, a concetração vai ser na Praça do Ciclista, com saída às 20h. Recomenda-se o uso de roupas brancas com tarja preta e pedalar em silêncio.

Pedal do Silêncio

Gotas

Um dos hobbies da casa é fazer geocaching, uma espécie de caça ao tesouro de adulto, com GPS (ou mapa). Com esta brincadeira, descobrimos lugares incríveis, lindos e perdidos. Essas fotos fiz em um geocaching, no litoral norte de São Paulo, numa casa abandonada perto da estrada.

E achamos o tesouro. Pegamos uma moeda da África do Sul em troca de um pente de memória!

Gota Continue reading

Menção Honrosa no Concurso de Fotografia

Está difícil parar para escrever no Das Haus. Dessa vez, a desculpa paulistana da correria intensa não é só uma mera desculpa.

Das últimas novidades:

  • Viciamos em comer lámen no Aska, na Liberdade;
  • Estamos ouvindo a trilha sonora do Coraline, ainda que não tenhamos visto o filme, e as músicas do seriado de comédia Flight of the Conchords;
  • Pintamos nossa cristaleira de vermelho e instalamos alguns quadros, prateleiras e penduradores na casa;
  • Adotamos também a bike como meio de transporte em São Paulo (e cara, é uma delícia pedalar no trânsito);
  • O rbp andou fazendo cookies maravilhosos e também um yakissoba divino;
  • As aulas voltaram com tudo e a melhor matéria não é na Geografia, é nas Artes Plásticas.

A maior novidade, porém – e motivo pelo qual devo agradecer a participação de todos os leitores de Das Haus na enquete de fotografias – é que ganhei Menção Honrosa no 2º Concurso Universitário de Fotografia da Sony-Fotografe. Yeeees! :-) Significa que uma das minhas fotografias ficou entre as 10 primeiras colocadas dentre cerca de 3.500 imagens participantes.

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Petit Paquet: embalagem de arroz

Há algumas semanas, retomamos o costume de andar no bairro da Liberdade. O estímulo, desta vez, foi um filme japonês lindo: Tampopo, que fala genericamente sobre gastronomia, sendo que a linha principal da história é a busca pelo lámen perfeito. Da mesma forma como sempre comemos massa acompanhada de vinho tinto ao assistir Poderoso Chefão; ao ver Tampopo, não resistimos a buscar um bom restaurante de lámen, daqueles que se come na bancada.

Encontramos o Aska, o mais famoso neste prato aqui em São Paulo. De fato muito bom. Lámen gostoso e bem servido – meu preferido é o shoyu tonkotsu – e o melhor guiozá que já comi. A massa é fininha, leve, de um lado crocante, de outro, macia. Vale a pena experimentar. Mas vá com espírito de fast-food no sentido estrito da palavra: é sentar, comer e ir embora. Nada de enrolar. O movimento é grande e a fila dobra a esquina. Tirando isso, aproveite o lámen com calma e se delicie com a sopa na tigela. Continue reading

    MalucatGandalf

Minha câmera

    As fotografias do 'Das Haus' mais antigas foram tiradas com uma Sony DSC-W7. As mais recentes são feitas com uma Canon EOS Rebel, à luz natural e sem o auxílio de equipamentos extras. Para edições de corte, utilizo GIMP ou Photoshop.
    As obras do 'Das Haus' estão protegidas por uma Licença Creative Commons.

    Termos de uso

    Porta

Cybershark