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	<title>Das Haus Die Frau &#187; Ops, pensei alto</title>
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		<title>Peripécias da Fast Shop</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Feb 2009 13:35:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alickel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ops, pensei alto]]></category>

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		<description><![CDATA[Faz tempo que não falo mal de algo no Das Haus Die Frau. Já que ganhei fama de reclamona por aqui, continuarei aproveitando este espaço para isso, lá lá lá :) Era véspera de natal, a diarista estivera aqui pela última vez antes das férias. Eu aproveitava para lavar as últimas peças de roupa antes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Faz tempo que não falo mal de algo no <em>Das Haus Die Frau</em>. Já que ganhei fama de reclamona por aqui, continuarei aproveitando este espaço para isso, lá lá lá :)</p>
<p style="text-align: justify;">Era véspera de natal, a diarista estivera aqui pela última vez antes das férias. Eu aproveitava para lavar as últimas peças de roupa antes de viajar. De repente, a área de serviço foi tomada por água no chão. A máquina, com quase dez anos de uso, vinda de períodos remotos de quando o rbp morava em república, estava dando seus últimos sinais. 24 de Dezembro. Já não havia mais o que fazer senão aproveitar as férias.</p>
<p style="text-align: justify;">Em meados de Janeiro (e meados de metade mesmo),  o rbp foi à loja comprar a nova máquina. Depois de muito pesquisar marcas, modelos, preços, escolhemos uma da LG e compramos na Fast Shop. Achamos útil comprar também o serviço de instalação, que não era exatamente barato, mas valia o preço da ausência de dores de cabeça. Compramos junto com o produto e agendamos para o dia seguinte ao da entrega da máquina. No dia previsto, a máquina foi entregue. Jamais pensei que ficaria tão feliz com a chegada de uma nova máquina de lavar. Mas a pilha de roupas sujas acumulada durante um mês justificava o meu sorriso e saltinhos bobos de oba, oba, oba, roupa limpinha e sequinha outra vez!<span id="more-2230"></span></p>
<p style="text-align: justify;">No dia seguinte, passou a manhã marcada para a instalação e nada. Ligamos na Fast Shop e soubemos que este serviço não fora agendado (ainda que o tivéssemos feito na loja). Cancelamos o serviço por telefone e ficamos de ir a loja estornar nosso dinheiro. Neste mesmo dia, abrimos a caixa para instalar. Não foi preciso nem sequer tirar o produto do pacote. A parte superior da máquina estava com duas enormes rachaduras de um extremo a outro. Imediatamente, solicitamos a troca do produto pelo SAC da loja. Eles vieram, mas tivemos de passar três dias em casa esperando a retirada do velho e entrega do novo, pois não havia a possibilidade de agendarmos a data e hora (ou período) para receber a Fast Shop. No total, perdemos cinco dias em casa entre chegada do novo, serviço de instalação furado e troca do defeito:</p>
<ul>
<li>Segunda-feira: entrega da compra</li>
<li>Terça-feira: instalação do produto &#8211; não ocorreu</li>
<li>Quarta-feira: possível coleta do produto quebrado &#8211; não ocorreu</li>
<li>Quinta-feira: coleta do produto quebrado</li>
<li>Sexta-feira: entrega do novo</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">No fundo, numa relação serviço/cliente, não importa quantos problemas o cliente venha a ter; se eles são resolvidos com atenção, eficiência, se o prestador de serviço demonstra um mínimo de preocupação com o que está ocorrendo, sério, cliente não fica nervoso. O problema é quando a incompetência toma o primeiro plano. Assim, perder esses cinco dias em casa, durante uma semana comum (não, não estávamos de férias), não foi um grande problema, afinal, eles entregaram um produto novo com um atraso mínimo. Estávamos satisfeitos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em paralelo à troca, fomos à loja solicitar o estorno do dinheiro da instalação. Afinal, rbp e Badá (vulgo, João Vitor e, aliás, obrigada) deram este trampo de trocar torneira, botar o treco para funcionar etc. A primeira atendente disse que seria <strong>impossível</strong> estornar o dinheiro. Mas é só falar em Procon, fingir que sabe um pouquinho de seus direitos e lá vem o gerente, sempre ele. Rapidamente, preenchemos um documento, deixamos os dados da nossa conta e recebemos um prazo de cinco dias para o depósito do valor em nossa conta. Oba!</p>
<p style="text-align: justify;">Oba coisa nenhuma! Um dia depois da data máxima prometida, cadê dimdim na conta? No hay! Liga na loja para reclamar, explica, pede, suplica. Certo, o prazo agora é para daqui a uma semana. Daqui a uma semana era ontem. Hoje à tarde, cadê dimdim na conta? No hay! Liga na loja para reclamar, explica, pede, suplica, <strong>ameaça</strong>. E agora, será que funciona? Segunda-feira, dia 09/02 é o próximo prazo. Se não vier o estorno: Procon. Paciência!</p>
<p style="text-align: justify;">Neste meio tempo, na primeira semana da nova máquina devidamente instalada em casa (mais uma vez, obrigada rbp e Badá), lavei, lavei tudo o que tinha para lavar. E era muito. A pilha de roupas sujas já passara de um mês. Testei ciclos: lava, seca, lava e seca, delicada, passa fácil. Eis que em toda secagem no ciclo &#8220;baixa temperatura&#8221; ocorria o mesmo problema (teimava em não chamar de defeito): nos últimos 6 minutos a máquina continuava funcionando indefinidamente, sem parar, e não saia dos 6 minutos nunca mais. Chegamos a passar mais de 40 minutos esperando ver se ela interrompia o ciclo, mas nada, a não ser forçadamente. Pausa. Desliga. Tira a roupa. Lemos manual, buscamos na Internet, nada. Havia de ser mesmo um defeito. Céus! Ligamos na LG e confirmamos que não era um comportamento normal.</p>
<p style="text-align: justify;">Na ocasião, estávamos ainda dentro do prazo de 7 dias da data da entrega, em que, segundo a nota fiscal da Fast Shop, poderíamos solicitar a troca do produto. O Procon diz que loja nenhuma é obrigada a trocar produto com defeito depois de entregue. O responsável por defeitos é o fabricante. Mas a nota fiscal da Fast Shop era clara: 7 dias. Ligamos no SAC da loja e solicitamos a <strong>segunda</strong> troca:</p>
<p style="text-align: justify;">- Senhora, a Fast Shop estará entrando em contato no prazo de 72h úteis para estar fazendo um diagnóstico do problema e estar agendando a coleta do produto com defeito. Como já é o segundo problema, colocarei em status de urgência.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembra do que disse sobre resolver os problemas de forma rápida, educada e eficiente? Mais uma vez, estávamos satisfeitos. Exceto que, no dia seguinte ao estouro de mais um prazo, tivemos de ligar novamente e pedir satisfações. Mais uma vez, prometeram nos ligar, desta vez, ligariam no mesmo dia à noite para fazer o tal rastreamento do defeito. Ligaram? Nananina! Dois dias depois, ligo mais uma vez:</p>
<p style="text-align: justify;">- Senhora, temos uma visita agendada para hoje até as 18h. Você não foi avisada?</p>
<p style="text-align: justify;">Eles não fizeram o rastreamento por telefone e agendaram uma visita à minha casa sem avisar. Por sorte, eu estava lá. E se não estivesse?</p>
<p style="text-align: justify;">O técnico da LG veio e diagnosticou o problema. De fato, seria preciso trocar a placa principal e o sensor do tanque. Garantia da LG, temos por um ano. Mas reclamamos dentro do prazo de 7 dias após a entrega, assim, a Fast Shop se compromete a me trazer um novo. E é óbvio que preferimos uma máquina nova a ter a minha consertada logo na primeira semana de uso. Liguei e solicitei a troca, para ouvir:</p>
<p style="text-align: justify;">- Senhora, a Fast Shop estará entrando em contato no prazo de 72h úteis para agendar a coleta do produto com defeito e a entrega do novo.</p>
<p style="text-align: justify;">Nessa saga, estaremos por, pelo menos, mais uma semana. Enquanto eu corro por cá atrás da troca do produto com defeito, o rbp corre por lá atrás do dinheiro do serviço não prestado. Neste calendário está um resumo dos problemas que tivemos. Clicando nele, você pode visualizar melhor. Mas basta ver os vermelhinhos ao longo de um mês, que é possível ter uma idéia da dor de cabeça. Se tudo tivesse corrido bem, bastariam três marcações no calendário: compra, entrega e instalação. Porém&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://dashausdiefrau.com/wp-content/uploads/calendario_fs.jpg"><img style="margin-top: 20px; margin-bottom: 10px;" title="calendario_fs" src="http://dashausdiefrau.com/wp-content/uploads/calendario_fs.jpg" alt="calendario_fs" width="350" height="241" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
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		<title>This is halloween (not the Saci day)</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Oct 2008 18:08:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alickel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ops, pensei alto]]></category>

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		<description><![CDATA[Tá, de acordo com o calendário nacional, hoje é sim o Dia do Saci, mas eu vou explicar porque acho besta esta comemoração. A idéia desta data surgiu, segundo reportagem no Portal Onne, através da Sociedade dos Observadores de Saci na tentativa de recuperar e fortificar o folclore nacional. Desde 2005 a lei foi aprovada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify; ">Tá, de acordo com o calendário nacional, hoje é sim o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_do_Saci" target="_self">Dia do Saci</a>, mas eu vou explicar porque acho besta esta comemoração.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; ">A idéia desta data surgiu, segundo reportagem no <a href="http://onne.com.br/conteudo/6419/dia-do-saci" target="_self">Portal Onne</a>, através da Sociedade dos Observadores de Saci na tentativa de recuperar e fortificar o folclore nacional. Desde 2005  a lei foi aprovada pelo governo federal e a data faz parte do nosso calendário. Até aí, ok, acho tudo muito interessante.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; ">Só é ridícula &#8211; senão, infantil – escolher o 31 de Outubro como data oficial para o Saci em detrimento do Halloween ou Dia das Bruxas. É muito interessante recuperar culturas e tradições brasileiras. Só não acho que é preciso para isso a negação de tradições estrangeiras. Oras, porque não comemorar o Halloween? Qual o problema em comemorar uma data que não é própria do seu país? Do papai noel, ninguém reclama. Para que criar uma data forçada e incutir nas pessoas que hoje é o Dia do Saci, sendo que há décadas nossas crianças comemoram o Halloween junto com os americanos, ingleses e tantos outros?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "><span id="more-1905"></span>O que é mais forçado: importar uma tradição estrangeira ou impor institucionalmente uma “tradição” nacional? Tradição entre aspas porque tradição não se impõe, ela surge de uma espontaneidade popular e passa a fazer parte da cultura daquela sociedade que compartilha das mesmas virtudes. O mundo compartilha da cultura norte-americana, para quê negar? Não significa adorá-la (no sentido de adoração) e nem mesmo concordar com todos os aspectos dessa cultura. É claro que o senso crítico é importante. E é importante também recuperar as nossas tradições. Mas não é preciso negar uma para aceitar a outra. Hoje é o Halloween. Amanhã é o Dia do Saci.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; ">No colégio em que estudei, a gente comemorava Halloween. Fazíamos festas e íamos de preto para a escola. Era muito legal. Ficava brava quando um adulto chato, metido à nacionalista, negava um doce à porta “porque o Halloween não é uma comemoração brasileira”. E o natal é? Coelhinho da páscoa? Ah, mas vão dizer que o Brasil é um país católico (forçadamente, diga-se) e essas são datas religiosas. E o halloween não é a comemoração de véspera de finados, que é também uma data comemorada pela Igreja Católica? Pois é. Mas coloca-se no halloween todo o peso da “odiada” cultura americana e condenam aqueles que comemoram.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; ">No meu colégio, a gente também tinha uma semana de comemoração do folclore nacional, junto à feira do livro, com história de Monteiro Lobato e tantos outros clássicos da literatura brasileira. Ouvíamos contos de sereias, sacis e curupiras enquanto brincávamos com pés de latas e pipas.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; ">O meu ponto nisso tudo é: a cultura e a tradição têm de ser espontâneas e no mundo globalizado, em que a informação circula de forma cada vez mais rápida, é esperado que haja uma miscigenação das culturas. Come-se pão de queijo em São Paulo e nos Estados Unidos (ainda que seja tradicional de Minas Gerais) e comemoramos Halloween no Brasil. E isso é legal! Não é ruim. São experiências ainda mais ricas e é muito interessante quando podemos compartilhar com outros povos o que faz parte do nosso mundo. Da mesma forma, é legal quando recebemos dos outros aspectos de um mundo que não é o nosso.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; ">E para registrar a data, recupero as imagens do Halloween passado, quando fizemos nossa comemoração com uma festa de jogos e trilha sonora de The Nightmare Before Christmas e The Rocky Horror Picture Show, meus musicais prediletos, que aliás, assistirei hoje à noite :)</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "><a title="Halloween por ali ckel, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/alickel/2080717494/"><img style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" src="http://farm3.static.flickr.com/2020/2080717494_69207effbb_m.jpg" alt="Halloween" width="180" height="240" /></a></p>
<p><a title="Halloween por ali ckel, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/alickel/2080717490/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2275/2080717490_9ab669f1eb.jpg" alt="Halloween" width="375" height="500" /></a></p>
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		<title>Sem Tabaco</title>
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		<pubDate>Sat, 31 May 2008 22:41:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alickel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ops, pensei alto]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje é o Dia Mundial Sem Tabaco e eu lembrei de um site sobre tabagismo que me recomendaram, uma vez, para pessoas que estão dispostas a parar de fumar: tabagismo.hu.usp.br. Tem muitas informações, artigos e esclarecimentos de dúvidas. É muito bom! Não sou fumante, nem nunca fui. Mas sempre vivi em casa com pessoas que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="western" align="justify">Hoje é o <strong>Dia Mundial Sem Tabaco</strong> e eu lembrei de um site sobre tabagismo que me recomendaram, uma vez, para pessoas que estão dispostas a parar de fumar: <a href="http://www.tabagismo.hu.usp.br/" target="_self">tabagismo.hu.usp.br</a>. Tem muitas informações, artigos e esclarecimentos de dúvidas. É muito bom!</p>
<p class="western" align="justify">Não sou fumante, nem nunca fui. Mas sempre vivi em casa com pessoas que fumavam. Algumas pararam, outras não. Mas o fato é que cigarro me incomoda profundamente. Sou daquelas não-fumantes chatas. Até gostaria de ser mais tolerante, mas atrapalha minha respiração, irrita o meu nariz e eu tenho de sair de perto. Faz mal a minha saúde, sem contar que o mau cheiro fica impregnado nas roupas e cabelo.<span id="more-441"></span></p>
<p class="western" align="justify">Apesar de tudo isso (e na verdade, por conta de tudo isso), dou muito apoio a quem esteja disposto a parar. Conheço muitas pessoas que largaram o vício e hoje eu as abraço com muito mais prazer :-)</p>
<p><strong>Relacionados:</strong></p>
<ul>
<li><a href="http://blog.cybershark.net/amsterdam/o-fumo-na-holanda/" target="_self">O Fumo na Holanda</a> &#8211; Ducs em Amsterdam</li>
<li><a href="http://www.tabagismo.hu.usp.br/" target="_self">tabagismo.hu.usp.br</a></li>
</ul>
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		<title>Carrefour e a seção de feira: orgânicos e outras decepções</title>
		<link>http://dashausdiefrau.com/361</link>
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		<pubDate>Tue, 05 Feb 2008 19:41:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alickel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ops, pensei alto]]></category>
		<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos preparando para mais uma orgia gastronômica (repito: gastronômica) na companhia de dois grandes amigos, Rodrigo e eu fomos ao Carrefour Villa Lobos comprar os ingredientes faltantes de nossas receitas. Como todas as grandes empresas hoje, o Carrefour também faz uma intensa apologia ao desenvolvimento sustentável, preservação do meio-ambiente, responsabilidade social e mais um monte [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="western" align="justify">Nos preparando para mais uma <em>orgia gastronômica</em> (repito: gastronômica) na companhia de dois grandes amigos, Rodrigo e eu fomos ao <a href="http://www.carrefour.com.br/">Carrefour Villa Lobos</a> comprar os ingredientes faltantes de nossas receitas.</p>
<p class="western" align="justify">Como todas as grandes empresas hoje, o Carrefour também faz uma intensa apologia ao desenvolvimento sustentável, preservação do meio-ambiente, responsabilidade social e mais um monte de termos socialmente corretos que estamos acostumados a ouvir no dia-a-dia.</p>
<p class="western" align="justify">Chegando na seção de feira do hipermercado, fui em direção à prateleira onde estava escrito em letras garrafais: ORGÂNICOS.  <span id="more-361"></span>Comecei a escolher as maçãs que usaria no <a href="http://lacucinetta.blogspot.com/2007/11/crumble-de-mas-sobremesa-mais-fcil-do.html">Crumble</a>, quando me dei conta de que ao meu lado estavam produtos que eu conhecia e sabia que não eram orgânicos. Comecei a verificar as embalagens das maçãs, dos legumes que lá estavam e nenhum, <strong>absolutamente nenhum</strong>, possuia o certificado de produto orgânico.</p>
<p><a title="Vegetais Orgânicos por ali ckel, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/alickel/2056460429/"><img class="alignleft" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" src="http://farm3.static.flickr.com/2349/2056460429_b46067f55f_m.jpg" alt="Vegetais Orgânicos" width="240" height="180" /></a></p>
<p class="western" align="justify">Qualquer produto que não contenha o certificado legal de produção sem uso de agrotóxico não pode ser vendido como orgânico. É para isso que servem as instituições que certificam este tipo de produção e uma lei que proíbe a venda de produtos não-orgânicos como orgânicos. No site <a href="http://www.planetaorganico.com.br/OQUEPLAN.HTM">Planeta Orgânico</a>, há uma <a href="http://www.planetaorganico.com.br/qcertif.htm">lista das instituições que fornecem este certificado</a>.</p>
<p class="western" align="justify">Confusa, fui perguntar a funcionária quais daqueles produtos eram orgânicos. Ela informou que apenas as frutas não eram. Dupla indignação: pois as maçãs estavam exatamente embaixo de um enorme letreiro dizendo ORGÂNICOS, ou seja, elas tinham de ser orgânicas ou o mercado estava cometendo um crime de enganação ao cliente; além disso, ao contrário do que dissera a funcionária, as demais verduras e legumes que lá estavam não eram orgânicos também. Alguns possuiam na embalagem uma etiqueta dizendo &#8220;produto natural&#8221;, &#8220;alimento higienizado&#8221; etc, mas isto não significa ser orgânico. Aliás, o que diabos significa uma etiqueta numa alface dizendo &#8220;produto natural&#8221;?</p>
<p class="western" align="justify">Com este <em>modismo sócio-saudável-natureba</em>, somos constantemente enganados. Este foi só mais um exemplo. Já havia publicado neste blog <a href="http://blog.cybershark.net/aline/306">o caso do filtro de café Melitta</a>.</p>
<p class="western" align="justify">Para completar nosso passeio frustrante ao hipermercado, enquanto o Rodrigo escolhia algumas folhas em outra prateleira, já convencidos de que não compraríamos nada orgânico, um cliente que estava por perto falou ao funcionário do mercado: &#8220;avise ele&#8221;, referindo-se ao Rodrigo. O funcionário informou que estavam retirando todos os produtos daquela prateleira e que não deveríamos pegar nada. Naturalmente, o Rodrigo fez uma típica &#8220;cara de ué&#8221;. O cliente, então, sussurrou esclarecendo: &#8220;acabou de passar um <strong>rato</strong> por aqui&#8221;.</p>
<p class="western" align="justify">Trash? Absolutamente nojento!</p>
<p class="western" align="justify">Deixamos nossas compras e fomos a outro mercado. Encontramos, dos produtos que queríamos, 85%  orgânicos e fizemos nosso jantar felizes e contentes. Aliás, <a href="http://blog.cybershark.net/aline/360">nosso risotto de limão ficou ótimo</a> :-)</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Ecomoda muita gente</title>
		<link>http://dashausdiefrau.com/306</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Nov 2007 13:39:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alickel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ops, pensei alto]]></category>
		<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>

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		<description><![CDATA[Há tempos que venho refletindo a este respeito e, hoje pela manhã, enquanto lia um trecho do livro &#8220;História Econômica do Brasil&#8221;, de Caio Prado Junior (São Paulo, editora Brasiliense, 1945), consegui esclarecer um pouco mais a tal consciência ecológica. Ao falar sobre a tardia descoberta do ouro no Brasil, Caio Prado diz que &#8220;ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="western" align="justify">Há tempos que venho refletindo a este respeito e, hoje pela manhã, enquanto lia um trecho do livro &#8220;História Econômica do Brasil&#8221;, de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Caio_Prado_J%C3%BAnior">Caio Prado Junior</a> (São Paulo, editora Brasiliense, 1945), consegui esclarecer um pouco mais a tal consciência ecológica. Ao falar sobre a tardia descoberta do ouro no Brasil, Caio Prado diz que &#8220;ao contrário do que ocorrera no México e no Peru, os indígenas [do Brasil], de um nível cultural muito baixo, não tinham se interessado por eles [os metais preciosos]&#8220;.<span id="more-306"></span></p>
<p class="western" align="justify">Este pensamento ou justificativa não caberia mais nos dias de hoje. Mas estamos falando de um intelectual &#8211; historiador, geógrafo e escritor &#8211; que viveu durante quase todo o século passado (1907 &#8211; 1990) e partilhava de um certo preconceito comum da época.</p>
<p class="western" align="justify">Não à toa, na década de 60, os programas do repórter Amaral Neto, uma espécie de Globo Repórter com a visão do período, mostravam a natureza como algo a ser combatido. No famoso episódio &#8220;A pororoca&#8221; (1963), o repórter sobrevoava de helicóptero o encontro das águas do rio Amazonas com o oceano e dizia, diante de toda aquela turbulência e barulho ensurdecedor, como era violenta a natureza e como o homem tinha de dominar tais fenômenos.</p>
<p class="western" align="justify">Estamos falando das vésperas do golpe militar de 64, de um Brasil em busca de desenvolvimento a qualquer custo, de um momento em que falar em proteção a natureza, em florestas intocáveis, era sinal de atraso.</p>
<p class="western" align="justify">Hoje, o contexto é outro. Está na moda falar em ecologia, proteção ao meio-ambiente, pensamento consciente. Por um lado, é bom saber que algo está sendo feito a este respeito; por outro, é triste ver que empresas se aproveitam cada vez mais deste discurso para vender seus produtos &#8220;politicamente corretos&#8221;.</p>
<p class="western" align="justify">Estava comprando, ontem, um filtro de café no mercado quando vi que a <a href="http://www.melitta.com.br">Melitta</a> me dava duas opções: o filtro tradicional e o filtro eco. Peguei a embalagem para vasculhar o que era o tal eco e a cor do filtro era diferente, mais escura, mais &#8220;natural&#8221;. O pacote nada dizia a não ser que parte do dinheiro daquele produto era revertido ao <a href="http://www.melitta.com.br/ProjetosSociais/ecoar.aspx">Projeto ECOAR</a>. O produto custava uns vinte centavos mais caro do que o tradicional. Achei ridícula a proposta, porque é claramente para vender mais e se aproveitar deste discurso ecológico. Olhe que bonitinho, eu sou um consumidor consciente e vou comprar o filtro eco. Eu não acho que a Melitta não vá redirecionar o dinheiro para o Projeto, não é este o ponto. O fato é que eles colocam um filtro de cor que parece papel reciclado, mas não é, e escrevem &#8220;ECO&#8221; para fazer você acreditar que está sendo generoso com a natureza.</p>
<p class="western" align="justify">No site da empresa, as informações sobre o Filtro de Café Eco se limitam a dizer que é um produto &#8220;para quem se preocupa com a natureza! Filtros de Papel Melitta especialmente desenvolvidos em papel ecológico a partir da celulose natural, do jeito que a natureza criou&#8221;. E onde está a vantagem deste produto, afinal? O que significa papel ecológico? O que é celulose natural, aliás, o que é uma celulose não natural? Fiquei indignada ao ver que o produto se limitava ao discurso, apenas.</p>
<p class="western" align="justify">Vasculhando, encontrei em um blog uma informação mais concreta. Segundo o post, <a href="http://paineldecontrole.wordpress.com/2007/05/27/marcas-consagradas-lancam-versao-eco/">Marcas consagradas lançam versão &#8220;Eco&#8221;</a>, o tal filtro, diferente dos demais, não passa pelo processo de branqueamento do papel, uma das etapas que mais gera poluentes, portanto, ele produz menos resíduos e tem aquela cor amarelada. Isto sim é uma informação importante e me faz querer consumir o filtro de café eco, e não aquela propaganda vazia, sem fundamento algum. Porque a Melitta não explica seu produto na embalagem?</p>
<p class="western" align="justify">Quando casei, pensei em fazer os convites em papel reciclado, mas o custo deste produto era muito superior e me vi obrigada a usar os tradicionais. Neste segundo semestre, a copiadora da universidade já está utilizando o papel reciclado como uma opção. Ele começa a se tornar viável pois a empresa que produz o papel branco é a mesma que produz, agora, o reciclado. Com a produção em larga escala, e não mais nas mãos dos pequenos, o preço do produto caiu. Ele ainda é mais caro, mas a diferença é pequena.</p>
<p class="western" align="justify">Nesta semana comprei também a versão reciclada do Post-it. <a href="http://paineldecontrole.wordpress.com/2007/05/27/marcas-consagradas-lancam-versao-eco/">Naquele mesmo blog</a>, citado acima, descobri que este produto é resultado &#8220;da parceria entre a norte-americana 3M e a brasileira Suzano, fabricante do papel Reciclato. Além de o material ser totalmente reciclado, 25% é de origem pós-uso, ou seja, do papel coletado nas ruas. A Suzano faz parceria com uma cooperativa de catadores de papel que garante a matéria-prima, além de gerar renda para várias famílias e ainda contribuir com a Fundação Ecofuturo. O novo post-it reciclado é de cor bege, e a qualidade é igual à do tradicional, porém o, preço é 5% mais baixo.&#8221;</p>
<p class="western" align="justify">Me incomoda um pouco, ainda, ver que essas ações só começam a ganhar notoriedade no mercado quando passam a ser desenvolvidas pelas grandes empresas. Eu entendo o porquê disto acontecer só por estas vias, mas não me deixa feliz ou tranqüila. Por outro lado, existem ações de ONGs envolvidas e pessoas que, para bem ou para mal, estão pensando no bem da sociedade. Assim espero!</p>
<p class="western" align="justify">De qualquer modo, ser um consumidor consciente não significa sair por aí pagando mais caro em tudo quanto é produto &#8220;eco&#8221;, &#8220;orgânico&#8221;, &#8220;natural&#8221;. Isto não basta. É preciso adotar uma postura crítica e se perguntar &#8220;porque estão querendo que eu compre isso?&#8221;; &#8220;porque este é melhor do que aquele?&#8221; e tentar descobrir o que está por trás das propostas das empresas. Uma coisa é fato: nunca estaremos com a certeza e segurança absoluta de estarmos fazendo a coisa certa, mas ser mais racional na hora de consumir, já ajuda a eliminar as armadilhas do discurso propagandístico.</p>
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		<title>O Problema do Divórcio e a Adoção por Casais Gays</title>
		<link>http://dashausdiefrau.com/276</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Aug 2007 15:55:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alickel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Chegando o dia das crianças, a filha de 9 anos pede para o pai a Barbie Divorciada. O pai, buscando satisfazer o desejo da caçula, vai ao shopping comprar a tal boneca. Encontra todas: Barbie Noiva, Barbie Hollywood, Barbie Verão, Barbie Mamãe&#8230; mas nada de encontrar a Barbie Divorciada. Cansado de procurar, ele resolve comprar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="western" align="justify">Chegando o dia das crianças, a filha de 9 anos pede para o pai a <em>Barbie Divorciada</em>. O pai, buscando satisfazer o desejo da caçula, vai ao shopping comprar a tal boneca. Encontra todas: <em>Barbie Noiva, Barbie Hollywood, Barbie Verão, Barbie Mamãe</em>&#8230; mas nada de encontrar a <em>Barbie Divorciada</em>. Cansado de procurar, ele resolve comprar a <em>Barbie Hollywood</em> e volta para casa com o presente. A pequena criança feliz abre o pacote e:</p>
<p class="western" align="justify">- Pai, eu não pedi a <em>Babie Hollywood</em>, eu disse que queria a <em>Barbie Divorciada</em>.</p>
<p class="western" align="justify">- Mas filha, elas são todas iguais. O que a <em>Barbie Divorciada</em> tem que as outras não tem?</p>
<p class="western" align="justify">- Ela já vem com o carro do Ken, a casa da praia Ken, o duplex do Ken, tudo!!!</p>
<p align="center">* * *</p>
<p class="western" align="justify">Eu tenho uma bandeja de café da manhã <a href="http://www.tokstok.com.br/cgi-bin/WebObjects/TSVitrine.woa/13/wa/mostraVitrine?idObap=40169&amp;wosid=T0qS9PMGAnRVeurSoawSZg">Anos 50, da Tok&amp;Stok</a>. Ganhei de casamento! O fundo dela é feito com desenhos, imagens, notícias e outros destaques da época. Uma das reportagens recebe o título &#8220;O problema do divórcio&#8221;:<span id="more-276"></span></p>
<p class="western" align="justify"><em>&#8220;Voltou a constituir assunto dos mais veementes no Brasil a questão do divórcio. Não somente o Parlamento tem sido palco dos mais árduos debates. A imprensa e o próprio povo têm participado das discussões, que no fim de contas é do interesse imediato da sociedade. Tomando partido nos debates, com seus pontos de vista, a escritora Làzinha Luis Carlos de Caldas Brito pôs num românce &#8216;Órfãos de Pais Vivos&#8217;, da Editôra O CRUZEIRO, os dramas de uma família e o que poderá acontecer ao futuro dos filhos.&#8221;</em></p>
<p class="western" align="justify">Não vou me basear na informação de uma bandeja de café da Tok&amp;Stok para deduzir sobre o pensamento daquela época. Até porque, pesquisei online e encontrei sim um site com as reportagens da <a href="http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro/">revista O Cruzeiro</a> (não da editora) e uma delas era a &#8220;Órfãos de Pais Vivos&#8221;. Mas não falava nada de problemas de divórcio, e sim de crianças que viviam em orfanatos porque seus pais eram doentes. Ou seja, não é a mesma reportagem da bandeja. Por outro lado, existiu de fato uma Editora O Cruzeiro, então, é capaz que o romance da Làzinha tenha existido também, mas o que quero esclarecer é que não tenho esta informação concreta.</p>
<p class="western" align="justify">Sem mais delongas, é interessante notar como a sociedade tratou a questão da separação há algumas décadas e, por vezes, um pensamento retrógrado ainda faz parte do nosso dia-a-dia em pleno 2000.</p>
<p class="western" align="justify">Filha de pais divorciados, eu lembro até hoje da dificuldade que foi para minha mãe assumir que era hora de ignorar os preconceitos da sociedade e pedir o divórcio. Ser mãe solteira não é tarefa fácil, ainda mais numa época em que as pessoas ainda &#8220;olhavam torto&#8221;. Foi difícil, entre outras coisas, convencer minha avó &#8211; mãe de minha mãe &#8211; que o casal havia se separado. Era inconcebível para ela ter uma filha mãe-solteira. Era coisa de vadia, mulher devassa.</p>
<p class="western" align="justify">Conheço casais separados de todos os tipos: dos que não se falaram nunca mais; dos que são amigos, almoçam de vez em quando e viajam juntos com os filhos; daqueles que separaram e casaram outra  vez com outra pessoa; dos que tiveram separação traumática envolvendo traição; dos que apenas resolveram que não se gostavam mais&#8230;</p>
<p class="western" align="justify">Não vou dizer que é um processo natural. Ninguém casa já pensando na separação. Pelo menos é o que eu acho &#8211; vai saber!  Mas eu lembro do dia em que papai saiu de casa. Eu era uma pipoca de 7 anos, chorei à beça e senti um vazio. Eu sabia, entretanto, porque aquilo estava acontecendo. Fui questionada antes e apoiei a separação. Nunca me arrependi e acho que foi justo. Sinto por meus pais não se falarem até hoje. Admiro quando vejo casais maduros que convivem socialmente e são bons amigos apesar da separação. Casos raros, admiráveis.</p>
<p class="western" align="justify">Mas eu não acho que o divórcio mereça o questionamento da reportagem da bandeja: <em>&#8220;o que poderá acontecer ao futuro dos filhos?&#8221;</em>. Acho sim que pode ser traumático para as crianças, mas isso porque as pessoas não sabem lidar com esse tipo de situação. Ficar colocando a separação como algo &#8220;fora do comum&#8221; e &#8220;anormal&#8221;, faz com que os filhos, principalmente quando pequenos, sintam tudo mais dificultoso.</p>
<p class="western" align="justify">É muito mais problemático e difícil para as crianças conviver em uma casa com pais que já não se amam, com um clima pesado de instabilidade, falta de confiança e respeito entre o casal etc. Um ambiente assim não tem condições de proporcionar bases educacionais favoráveis para o desenvolvimento de um indivíduo. Quer dizer, no que as crianças irão se espelhar para o futuro? Em pais que não se falam dentro da própria casa ou que tem relacionamentos paralelos além do casamento?</p>
<p class="western" align="justify">Já vi casais dizendo que estavam a ponto de se separar, mas decidiram ficar juntos pelo bem das crianças. Anos se passaram e a vida dentro de casa é infernal. Acabou-se o amor, acabou-se o respeito. Será mesmo este o &#8220;bem&#8221; das crianças?</p>
<p class="western" align="justify">Atualmente, a sociedade vive ainda um outro dilema: <em>aceitar ou não a adoção de crianças por casais gays.</em></p>
<p class="western" align="justify">Recentemente, em novembro do ano passado (2006), um <a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1264399-EI306,00.html">casal masculino de homossexuais conseguiu a adoção de uma menina</a> que sofria maus-tratos da mãe biológica e foi abandonada em um orfanato. Outras adoções deste tipo já haviam acontecido no Brasil, mas a novidade deste caso está no fato de o registro da menina conter o nome dos dois, identificados oficialmente como <em>pais</em>. Normalmente, apenas um do casal fica com a guarda oficial da criança.</p>
<p class="western" align="justify">Este novo caso mostra que estamos caminhando para uma conscientização moral e uma nova possibilidade de família, mais justa.</p>
<p class="western" align="justify">É vendo estes casos que eu acredito num mundo melhor e mais feliz :-)</p>
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		<title>Maré vermelha</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Mar 2007 16:33:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alickel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desde criança, já somos notificadas do fato de que um dia &#8220;ficaremos mocinha&#8221;. Parece até que é motivo de orgulho, mas depois que a coisa vem é que percebemos o fardo a que fomos designadas. Eu sei que a modernidade colabora a nosso favor. Pelo menos, e aí dou graças a deus, não preciso (e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="western" align="justify">Desde criança, já somos notificadas do fato de que um dia &#8220;ficaremos mocinha&#8221;. Parece até que é motivo de orgulho, mas depois que a coisa vem é que percebemos o fardo a que fomos designadas.</p>
<p class="western" align="justify">Eu sei que a modernidade colabora a nosso favor. Pelo menos, e aí dou graças a deus, não preciso (e nunca precisei) lavar fraldas sujas. Imaginem, depois de adulta, usar fraldas e ter de lavá-las (Ugh!). Já reclamo porque preciso usar absorventes e é tudo muito nojento.<span id="more-36"></span></p>
<p class="western" align="justify">Quando criança, eu odiava <em>receber visita</em> porque isso significava não entrar na água: piscina, praia etc. Era terrível. E como toda criança, era na água que eu queria ficar brincando. Pior eram as soluções: enquanto todos iam se divertir, tinha de ficar sentada na cadeira de praia de shortinho. E claro, além de tudo, não rola chamar a atenção dos garotos neste estado. Como adolescente sofre.</p>
<p class="western" align="justify">Eu sei que existe absorvente interno, mas você não vai fazer uma criança usá-lo. Sei lá, minha mãe e minhas irmãs não sugeriram&#8230;</p>
<p class="western" align="justify">Hoje em dia as coisas estão mais fáceis, mas continuo odiando <em>receber visita</em>. Ficamos adultas e aprendemos a lidar melhor com as situações. Absorvente interno passa a ser a palavra chave para momentos peculiares: academia, natação, fim de semana na chácara, praia e por aí vai. É ótimo!</p>
<p class="western" align="justify">Mas ainda assim, os constrangimentos são muitos. Usar banheiro público neste período não é legal. E as cólicas? Horas se contorcendo de dor em cima da cama. Já inventaram bons remédios, eles funcionam, mas não à curtíssimo prazo e aquilo dói para dedéu enquanto não passa&#8230;</p>
<p class="western" align="justify">É nessas horas que eu lembro daquela frase do South Park (eu acho), que o Rodrigo sempre repete: <em>&#8220;Não confio em nada que sangre por sete dias seguidos e continue vivo.&#8221;</em></p>
<p>PS.: Sorry pela sutileza do título.</p>
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