Archive for the 'Ops, pensei alto' category

Peripécias da Fast Shop

Faz tempo que não falo mal de algo no Das Haus Die Frau. Já que ganhei fama de reclamona por aqui, continuarei aproveitando este espaço para isso, lá lá lá :)

Era véspera de natal, a diarista estivera aqui pela última vez antes das férias. Eu aproveitava para lavar as últimas peças de roupa antes de viajar. De repente, a área de serviço foi tomada por água no chão. A máquina, com quase dez anos de uso, vinda de períodos remotos de quando o rbp morava em república, estava dando seus últimos sinais. 24 de Dezembro. Já não havia mais o que fazer senão aproveitar as férias.

Em meados de Janeiro (e meados de metade mesmo), o rbp foi à loja comprar a nova máquina. Depois de muito pesquisar marcas, modelos, preços, escolhemos uma da LG e compramos na Fast Shop. Achamos útil comprar também o serviço de instalação, que não era exatamente barato, mas valia o preço da ausência de dores de cabeça. Compramos junto com o produto e agendamos para o dia seguinte ao da entrega da máquina. No dia previsto, a máquina foi entregue. Jamais pensei que ficaria tão feliz com a chegada de uma nova máquina de lavar. Mas a pilha de roupas sujas acumulada durante um mês justificava o meu sorriso e saltinhos bobos de oba, oba, oba, roupa limpinha e sequinha outra vez! Continue reading

This is halloween (not the Saci day)

Tá, de acordo com o calendário nacional, hoje é sim o Dia do Saci, mas eu vou explicar porque acho besta esta comemoração.

A idéia desta data surgiu, segundo reportagem no Portal Onne, através da Sociedade dos Observadores de Saci na tentativa de recuperar e fortificar o folclore nacional. Desde 2005 a lei foi aprovada pelo governo federal e a data faz parte do nosso calendário. Até aí, ok, acho tudo muito interessante.

Só é ridícula – senão, infantil – escolher o 31 de Outubro como data oficial para o Saci em detrimento do Halloween ou Dia das Bruxas. É muito interessante recuperar culturas e tradições brasileiras. Só não acho que é preciso para isso a negação de tradições estrangeiras. Oras, porque não comemorar o Halloween? Qual o problema em comemorar uma data que não é própria do seu país? Do papai noel, ninguém reclama. Para que criar uma data forçada e incutir nas pessoas que hoje é o Dia do Saci, sendo que há décadas nossas crianças comemoram o Halloween junto com os americanos, ingleses e tantos outros?

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Sem Tabaco

Hoje é o Dia Mundial Sem Tabaco e eu lembrei de um site sobre tabagismo que me recomendaram, uma vez, para pessoas que estão dispostas a parar de fumar: tabagismo.hu.usp.br. Tem muitas informações, artigos e esclarecimentos de dúvidas. É muito bom!

Não sou fumante, nem nunca fui. Mas sempre vivi em casa com pessoas que fumavam. Algumas pararam, outras não. Mas o fato é que cigarro me incomoda profundamente. Sou daquelas não-fumantes chatas. Até gostaria de ser mais tolerante, mas atrapalha minha respiração, irrita o meu nariz e eu tenho de sair de perto. Faz mal a minha saúde, sem contar que o mau cheiro fica impregnado nas roupas e cabelo. Continue reading

Carrefour e a seção de feira: orgânicos e outras decepções

Nos preparando para mais uma orgia gastronômica (repito: gastronômica) na companhia de dois grandes amigos, Rodrigo e eu fomos ao Carrefour Villa Lobos comprar os ingredientes faltantes de nossas receitas.

Como todas as grandes empresas hoje, o Carrefour também faz uma intensa apologia ao desenvolvimento sustentável, preservação do meio-ambiente, responsabilidade social e mais um monte de termos socialmente corretos que estamos acostumados a ouvir no dia-a-dia.

Chegando na seção de feira do hipermercado, fui em direção à prateleira onde estava escrito em letras garrafais: ORGÂNICOS. Continue reading

Ecomoda muita gente

Há tempos que venho refletindo a este respeito e, hoje pela manhã, enquanto lia um trecho do livro “História Econômica do Brasil”, de Caio Prado Junior (São Paulo, editora Brasiliense, 1945), consegui esclarecer um pouco mais a tal consciência ecológica. Ao falar sobre a tardia descoberta do ouro no Brasil, Caio Prado diz que “ao contrário do que ocorrera no México e no Peru, os indígenas [do Brasil], de um nível cultural muito baixo, não tinham se interessado por eles [os metais preciosos]“. Continue reading