Archive for the 'Gastronomia' category

Trdelník, um doce de rua de Praga

Já que estamos na série de posts sobre Praga (comida e neve), eu comeria um desses agora mesmo: trdelník (tá, até hoje não consigo pronunciar direito, mas é algo como “trídelnik”), um doce que você acha em qualquer barraquinha nas praças espalhadas por Praga.

É um tubo anelado, feito com uma massa parecida com a de Pretzel, talvez um pouco mais fina e crocante, e assado em espetos que ficam girando sobre o fogo. Depois, é polvilhado no açúcar para servir. Na hora de comer, você vai puxando os anéis com os dedos e mordendo a massinha crocante e quentinha. Simples, sensacional e não tem aqui :(

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Presunto de Praga

Sou fascinada por comida de rua. Sabe aquelas tranqueiras que sua mãe vivia dizendo para você não comer? “Come uma saladinha, minha filha, se alimenta direito”. Pois bem, a grande maravilha da vida adulta é que você é livre para fazer o que bem entender, inclusive passar um mês inteiro comendo o que der vontade, sem se preocupar com as frutas, vegetais, legumes e demais saudáveis stuff. Eu poderia dedicar uma série inteira de posts só falando sobre as comidas das férias.

Em Praga, além das salsichas como em Munique, uma das especialidades é este presunto, assado ao ar livre na praça e servido com pão e mostarda. Uma das carnes mais saborosas que já comi.

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In München steht ein Hauptbahnhof com salsichões e cerveja

Título: Em Munique fica uma Estação Central de Trem. Referência a música “In München steht ein Hofbräuhaus”, da cervejaria Hofbräuhaus.

Munique é uma cidade no sul da Alemanha, na região da Bavaria, bastante central para quem quer viajar naquela região da Europa: foi a partir desta cidade que tomamos o trem para Praga, depois o vôo para Amsterdam e depois novamente o trem, dessa vez para Salzburg. Era a cidade que não estava no nosso roteiro original de viagem, mas que entrou de tal forma, que toda vez que chegávamos em Munique, já nos sentíamos em casa. A Estação Central – em alemão, Hauptbahnhof (“Haupt” é principal; “Bahnhof”, estação de trem) – foi de longe o lugar por onde mais passamos ao longo desse mês de viagem. E cada vez que passávamos por ela, comprávamos no quiosque uma “Bratwurst mit Semmel und ein Bier, bitte” – uma Bratwurst com pão francês e uma cerveja, por favor.

Hauptbahnhof

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Fissuras gastronômicas: ovos poché

Hoje o dia amanheceu com um sol lindo, daqueles que faz você trocar qualquer café da manhã por um pouco de sol. Peguei um livro, corri para a rede e fiquei estirada feito lagartixa albina lendo até a fome bater de verdade. Não demorou muito. O livro gastronômico descrevendo badejos listrados, lagostas frescas e ostras me fez correr rapidinho pra cozinha. A falta de criatividade, entretanto, imperou mais uma vez. O que fazer? O que fazer… Tã dãm! Ovos poché.

Há anos que o rbp vem falando de aprender a preparar ovo poché. Um tempo atrás, através de um amigo fissurado por comida, fomos aprensentados ao chef “Chulinho”, autor do blog Papo de Boteco e chef do restaurante Sinhá. Lá experimentamos uma coisa incrível, que despertou toda uma nova fase: imagine um treco elipsóide empanado em uma casca fina à milanesa, que quando quebrado com o garfo transborda gema cremosa em meio à clara consistente. Continue reading

Meu novo vício: salada de rúcula com rabanete

Ao longo desses anos, criamos o hábito de fazer jantares para receber amigos. É infinitamente mais legal, mais saudável e mais barato do que sair para comer. Na maior parte das vezes, o rbp comandando a cozinha (para meu deleite, haha) e eu no help geral: mesa, raladora oficial de queijo etc. Nas últimas vezes, começamos a dividir tarefas para deixar o jantar mais completo: entrada, salada ou consomé, prato principal e sobremesa.  Apesar dos vários anos fazendo esses programas, a pouca freqüência talvez não nos tenha trazido ainda a prática de conseguir preparar tudo rápido e com o mínimo de louça suja possível. Foi então que comecei a me arriscar mais na cozinha para “o público” (eu sempre cozinhei, mas para a casa). A excelência dos pratos do rbp sempre me deram um pouco de timidez. Aliás, era exatamente o que acontecia com o inglês: o sotaque britânico perfeito dele, muitas vezes confundido com nativo (pelos próprios nativos) fazia com que eu ficasse tímida e não falasse nada, absolutamente nada. Até que depois de algumas cervejas, vinhos ou qualquer dose de álcool, comecei a notar minha língua se soltando e as pessoas me compreendendo. Resultado: deixei a timidez de lado e hoje converso (independente do álcool, mas sempre ajuda). Continue reading