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	<title>Das Haus Die Frau &#187; Histórias de Família</title>
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		<title>Quando as fotografias permitem reencontros</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 21:37:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alickel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias de Família]]></category>

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		<description><![CDATA[Fotografia é um negócio muito legal. Dentre todas as coisas interessantes, acho incrível a possibilidade de eternizar informações, fatos e experiências através de imagens. Olhando a coleção de fotografias da minha avó, de quando minha família vivia na Iugoslávia, na Áustria, de quando chegaram no Brasil, tudo isso abre uma janela para a imaginação. É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Fotografia é um negócio muito legal. Dentre todas as coisas interessantes, acho incrível a possibilidade de eternizar informações, fatos e experiências através de imagens.</p>
<p style="text-align: justify;">Olhando a coleção de fotografias da minha avó, de quando minha família vivia na Iugoslávia, na Áustria, de quando chegaram no Brasil, tudo isso abre uma janela para a imaginação. É através dessas imagens que eu tenho a possibilidade de conhecer, por exemplo, a casa em que nasceu meu pai. Uma construção que hoje, possivelmente, já nem existe mais. E esse conhecimento, de certa forma, colabora para a construção de uma identidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais interessante ainda é quando esses registros são jogados na Internet e surgem, então, novas possibilidades. Há um tempo, através da fotografia abaixo, fui contatada por um primo de segundo grau da Alemanha, de cuja existência eu nem sabia.</p>
<p><a title="Irmão do Opa por ali ckel, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/alickel/2838038548/"><img class="alignnone" style="margin: 10px" src="http://farm4.static.flickr.com/3157/2838038548_2474c6b6f9.jpg" alt="Irmão do Opa" width="365" height="500" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Este homem à direita, na imagem, é irmão do meu avó, junto a sua esposa e filho. Michael Lickel entrou em contato comigo dizendo que tinha esta mesma fotografia em casa e que o garoto na imagem era seu pai. A ligação é muito próxima: meu pai é primo do pai de Michael.<span id="more-2444"></span></p>
<p style="text-align: justify;">É estranho e ao mesmo tempo excitante pensar que ninguém mais possuia contato com essas pessoas, que eles estavam separados há mais de 60 anos e agora o encontro é novamente possível. Eu sei que esse papo da Internet como uma forma de reaproximação de pessoas, facilidade de comunicação etc, já é um tanto quanto batido. Mas cada vez que isso acontece comigo, eu ainda fico impressionada. Quer dizer, o encontro com coleguinhas de infância no orkut pode ser legal, mas é algo factível e que poderia acontecer em qualquer lugar. Encontrar alguém da sua família, que estava esquececido há decádas, que fora separado num contexto de guerra em outro continente é algo incrível.</p>
<blockquote><p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="375" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=pt-br&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Falickel%2Fsets%2F72157607169607849%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Falickel%2Fsets%2F72157607169607849%2F&amp;set_id=72157607169607849&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="375" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=pt-br&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Falickel%2Fsets%2F72157607169607849%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Falickel%2Fsets%2F72157607169607849%2F&amp;set_id=72157607169607849&amp;jump_to="></embed></object></p></blockquote>
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		<title>Brotknödel ou bolota de pão</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 11:34:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alickel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias de Família]]></category>
		<category><![CDATA[Receitas]]></category>

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		<description><![CDATA[O Brotknödel (ou brot-quinêdel) é para mim o &#8220;prato da alma&#8221;, segundo diria um amigo. É aquela comida reconfortante: não importa onde você esteja, ela o faz se sentir em casa. Knödel, na culinária germânica, se refere a qualquer tipo de bolinho. Conheço pelo menos três variações: Dampfknödel (knödel no vapor), Leberknödel (knödel de fígado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O Brotknödel (ou brot-quinêdel) é para mim o <em>&#8220;prato da alma&#8221;</em>, segundo diria um amigo. É aquela comida reconfortante: não importa onde você esteja, ela o  faz se sentir em casa. Knödel, na culinária germânica, se refere a qualquer tipo de bolinho. Conheço pelo menos três variações: Dampfknödel (knödel no vapor), Leberknödel (knödel de fígado de frango) e o Brotknödel (knödel de pão), possivelmente o mais popular. Talvez você o conheça de algum restaurante alemão, servido junto ao molho do Paprika Schnitzel.</p>
<p style="text-align: justify;">Gosto de receitas que usam sobras de alimentos. O brotknödel pode ser uma saída muito simples para acabar com o pão velho e seco. Até por isso, vocês irão notar que a receita é um pouco vaga, mas na verdade, isto não compromete o resultado. A idéia é justamente usar condimentos que já estão em casa.</p>
<p style="text-align: justify;">Minha mãe costuma preparar e servir junto a um caldo de legumes ou sopa, incrementada com batata e cenoura. Minha variação preferida, no entanto, era a dica da Oma (a sobra da sobra): knödels amanhecidos, cortados em fatias e passados na frigideira. Ficam com uma irresistível casquinha crocante e massinha cremosa por dentro.</p>
<p><a title="Brotknödel por ali ckel, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/alickel/3668794111/"><img style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3330/3668794111_05cd1b59de.jpg" alt="Brotknödel" width="500" height="500" /></a></p>
<p><em><strong>Brotknödel</strong></em> (para 4 pessoas)<span id="more-2390"></span></p>
<p><strong>Ingredientes:</strong></p>
<ul>
<li>500 g de pão seco amanhecido picado</li>
<li>2 ovos</li>
<li>1/2 xícara de farinha de trigo branca</li>
<li>500 ml de água</li>
<li>1/2 cebola picada</li>
<li>Lingüiça a gosto picada</li>
<li>Bacon a gosto picado</li>
<li>1 dente de alho picado</li>
<li>Sal e temperos a gosto (sugestões de temperos: salsinha picada, pimenta do reino, pimenta calabresa e orégano)</li>
<li>Caldo de legumes, frango ou carne (uso apenas caldo caseiro, que tenho sempre congelado para receitas como esta &#8211; a quantidade deve ser o bastante para cobrir todos os knödels na panela, aproximadamente 1,5 litro)</li>
</ul>
<p><strong>Modo de preparo</strong>:</p>
<ol>
<li>Em um receptáculo, colocar o pão, os ovos, cebola, alho, lingüiça e bacon.</li>
<li>Esmagar o pão com a mão de modo a misturar com os demais ingredientes e, aos poucos, ir acrescentando a água. A mistura deve formar uma massa.</li>
<li>Acrescentar a farinha aos poucos e mexer até dar o ponto da massa. A quantidade indicada não é fixa (varia de acordo com a umidade do pão, por exemplo). O importante é que o ponto deve ser macio, apenas duro o bastante para formar bolinhos consistentes, que não se desmanchem na água (a massa fica consistente, mas com as superfícies muito semelhantes a textura de cola líquida).</li>
<li>Acrescentar sal e os demais temperos escolhidos.</li>
<li>Em uma panela grande, ferver o caldo. Não esquecer de salgá-lo também.</li>
<li>Modelar os knödels usando uma mão com a ajuda de uma colher umedecidas e juntá-los ao caldo no fogo. Normalmente, vou fazendo as bolotas ao lado do caldo. Assim, acrescento à panela knödel por knödel e aproveito o caldo para umedecer a colher e as mãos. Sugiro sempre fazer um teste, colocando o primeiro knödel no caldo fervendo: ele não deve se desmanchar; caso isso aconteça, acerte o ponto da massa com farinha e água.</li>
<li>Acertar o sal do caldo e servir em um prato fundo: brotknödels und suppe.</li>
</ol>
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		<title>Fred</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Dec 2008 23:57:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mazipan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bichos]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias de Família]]></category>

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		<description><![CDATA[Talvez alguns de vocês já saibam que minha tia Aline, autora deste blog, tem certos momentos de loucura, como quando cortou o cabelo radicalmentem ou me chamou para ser dama de seu casamento. Ou ainda quando decidiu pular de para-quedas e me dar seus gatos e suas roupas legais. Está bem, posso ter acrescentado alguns [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #808080;"><em>Talvez alguns de vocês já saibam que minha tia Aline, autora deste blog, tem certos momentos de loucura, como quando cortou o cabelo radicalmentem ou me chamou para ser dama de seu casamento. Ou ainda quando decidiu pular de para-quedas e me dar seus gatos e suas roupas legais. Está  bem, posso ter acrescentado alguns itens</em><em> não tão verídicos, mas até  que não seriam má idéia esses últimos três. Mas isso não vem ao caso, o que vem é que ela, num desses momentos de loucura, me chamou para escrever no seu blog como convidada de férias. Então aqui vou eu! Mazipan, meu apelido de infância, prestes a fazer 14 anos. Peço a vocês que apreciem e gostem dos meus textos e crônicas, e se não gostarem, que os critiquem para que possa fazê-los cada vez melhor. Então é isso. E a minha primeira postagem será &#8220;Fred&#8221;, uma história que aconteceu de verdade, que queria compartilhar com vocês!</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2145"></span>Minha mãe, quando pequena, teve um galo, Valentão. Eu, depois de escutar sua história, quis ter uma galinha. Um dia, meu avô comprou 15 galinhas e ficou combinado que eu escolheria uma delas para dar o nome de Frederica (para mim este é um otimo nome para  galinha!) e nela eu amarraria uma fita na perna para diferenciá-la das outras e poder dar a ela uma atenção maior. As galinhas ficavam num cercado e em volta deste ficavam meus dois labradores, Babão e Balu, que não deixavam nenhum  gato se aproximar das  galinhas.</p>
<p style="text-align: justify;">Em um belo dia de sol, resolvi ir até o galinheiro escolher qual delas receberia o nome de Frederica. Fiquei observando-as por algum tempo, mirei em especial a uma bem gordinha de penas bem brancas e macias. Ela andava rebolando e tinha um cacarejar diferenciado, mais melodioso. Ficou decidido naquele instante que ela era Frederica! Agora é que seria a parte mais difícil da brincadeira, colocar a fita na perna. Entrei no galinheiro e fui chegando perto de Frederica, mas como ela era muito arisca, corria de mim feito uma doida. Corri atrás dela até encurralá-la. Ela estava ali na minha frente,  num beco com grades de arame. Quando me abaixei para agarrá-la e finalmente colocar a fita, Frederica, mais rápida do que eu, se espremeu entre o chão e a cerca e fugiu escapulindo do galinheiro. Foi nessa hora que Balu a abocanhou sem muito esforço e Babão&#8230; bom, Babão  terminou o trabalho.</p>
<p>É triste escrever para vocês que Frederica morrera.</p>
<p style="text-align: justify;">Arrasada, no dia seguinte, fui triste para a escola. No meio da aula de jardinagem, enquanto plantávamos brócolis, Carol, minha melhor amiga, me perguntou o que havia acontecido. Eu lhe contei. Então, ela teve uma brilhante idéia: sugeriu que déssemos o nome de Frederico para o mais belo brócolis que nascesse, em homenagem a Frederica, minha falecida miss galinha!</p>
<p style="text-align: justify;">O mister brócolis, Frederico, cresceu! Era lindo, tinha uma cara de apetitoso e, com o brilho de suas verdes folhas que eu limpava todas as aulas, ele esnobava os outros brócolis &#8220;ralés&#8221;! Ele era lindo. Até que um dia, o professor da matéria avisou que já podíamos colher o Frederico&#8230; mas&#8230; não, não podíamos! Carol nem me escutou e logo arrancou Frederico da macia terra! &#8220;Como ela pôde?&#8221; Vocês devem estar se perguntando, pois eu também não sei&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">No dia seguinte, a mãe de Carol veio me dizer que o brócolis estava ótimo e que agradecia por ter deixado a Carol ficar com toda a colheita.</p>
<p style="text-align: justify;">Bom, meus queridos leitores, nunca dêem nome para coisas que possam ir para a barriga de alguém ;P</p>
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		<title>Retratos e histórias da família Lickel</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 13:56:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alickel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias de Família]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem aconteceu o churrasco anual de família, que meu tio tem organizado em sua casa. Desde que a oma faleceu, em Outubro do ano passado, estas pequenas reuniões têm trazido excelentes doses de saudades e recordações. Recentemente, este meu tio, Johann Lickel (irmão de meu pai), também muito curioso e sempre em busca de informações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Ontem aconteceu o churrasco anual de família, que meu tio tem organizado em sua casa. Desde que a oma faleceu, em Outubro do ano passado, estas pequenas reuniões têm trazido excelentes doses de saudades e recordações.</p>
<p style="text-align: justify;">Recentemente, este meu tio, Johann Lickel (irmão de meu pai), também muito curioso e sempre em busca de informações sobre nossa história, chegou em meu blog. Contente por ver que as pesquisas que ele outrora fizera estavam organizadas, publicadas e atraindo pessoas que vivenciaram histórias semelhantes, ele passou a nos incentivar ainda mais. Ontem, além de poder conversar mais uma vez com todos os irmãos de meu pai, o tio Johann nos presenteou com um poster do brasão de nosso sobrenome; ganhei também um livro sobre <a href="http://dashausdiefrau.com/337" target="_self">Entre Rios</a>, a colônia no Paraná fundada pelos iugoslavos de Kapetanovo e Hrastovac e pude, ainda, ficar com algumas fotos para digitalizar, que já estão organizadas no <a href="http://flickr.com/photos/alickel/sets/72157607169607849/">Flickr</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Não vou demorar-me a recontar toda a história, mas eles saíram da Iugoslávia durante a perseguição do ditador comunista Tito, refugiaram-se na Áustria e vieram para o Brasil em 1952. Tenho dois artigos publicados que contam com mais detalhes esta saga: <a href="http://dashausdiefrau.com/218" target="_self">Registros da minha origem</a> e <a href="http://dashausdiefrau.com/227" target="_self">Registros da família Lickel</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-1593"></span>Enquanto conversava ontem com uma de minhas tias, Magdalena Lickel, líamos o livro e víamos as fotos da fuga, comecei a imaginar o que teria sido atravessar a Iugoslávia em direção a Áustria, com todos os pertences e alimentos nas carroças, fugindo de bombas e tiros durante seis semanas, deixando no caminho amigos e familiares mortos pelos ataques e tentando proteger os que sobreviviam. Meu pai tinha apenas um ano e só se alimentava de leite materno. Minha avó, por escassez de comida, quase já não tinha mais leite. Ainda assim, a família chegou completa na Áustria.</p>
<p style="text-align: justify;">A Áustria estava destruída pela guerra. Os refugiados se abrigavam em acampamentos e aglomerados de gente. Meus avós tiveram sorte e logo conseguiram trabalho em uma fazenda. Assim que surgiu o programa de migração para a América, eles vieram para o Brasil, com a esperança de reconquistar terras próprias, novamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Minha tia era pequena, tinha apenas 5 anos, mas se recorda do trajeto de trem do porto de Santos ao Paraná, quando viram, pela primeira vez, bananas. &#8220;Teve uma mulher negra que passou por nós e deu um tapinha carinhoso em meu rosto. Eu nunca tinha visto pessoas negras e perguntei a minha mãe se meu rosto ficara marcado  de preto&#8221;, conta minha tia.</p>
<p style="text-align: justify;">Abaixo, algumas fotos que acabo de digitalizar. As outras, estão no <a href="http://www.flickr.com/photos/alickel/sets/72157607169607849/" target="_self">Flickr</a>.</p>
<p><a title="Colheita de batatas por ali ckel, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/alickel/2838146402/"><img style="margin-top: 10px; margin-bottom: 0px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3225/2838146402_ba66c01e49.jpg" alt="Colheita de batatas" width="500" height="373" /></a></p>
<blockquote><p>Minha avó, Magdalena Lickel, trabalhando na lavoura, plantação de batatas, na Iugoslávia. Por volta de 1934-1937.</p></blockquote>
<p><a title="Casa Kapetanovo por ali ckel, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/alickel/2837171033/"><img style="margin-top: 10px; margin-bottom: 0px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3058/2837171033_5a3e2c4e13.jpg" alt="Casa Kapetanovo" width="500" height="479" /></a></p>
<blockquote><p>Casa onde meu pai e seus irmãos, Johann e Zigfried (Fritz) nasceram, em Kapetanovo, Iugoslávia.</p></blockquote>
<p><a title="Família Lickel no Brasil por ali ckel, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/alickel/2837316703/"><img style="margin-top: 10px; margin-bottom: 0px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3267/2837316703_a2903b7110.jpg" alt="Família Lickel no Brasil" width="343" height="500" /></a></p>
<blockquote><p>Família Lickel no Brasil, em Entre Rios: Magdalena Lickel (oma), Johann Lickel (opa), Johann Lickel, Jacob Lickel (irmão do opa), Margaret Lickel, Zigfried Lickel, Anna Lickel (pai do opa) e Heinrich Lickel (meu pai). Ainda não havia nascido Helen Lickel, a filha mais nova da família.</p>
<p><em>Papai é o único sem calçados! Este é o legado do filho homem caçula, que herda as coisas usadas dos irmãos mais velhos. Gosto da careta e da pose de travessura dele nesta foto :-)<br />
</em></p></blockquote>
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		<title>Achei e é austríaco de verdade!</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jul 2008 11:34:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alickel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gastronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias de Família]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Se tem algo que todo mundo adora confundir é austríaco com alemão. Na verdade, nem se trata de uma confusão, apenas coloca-se tudo no mesmo saco &#8211; num saco de batatas, de preferência -, escreve na etiqueta ALEMÃO e está resolvido. É quase como confundir japonês com chinês: não é a mesma coisa, mas parece, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="western" align="justify">Se tem algo que todo mundo adora confundir é austríaco com alemão. Na verdade, nem se trata de uma confusão, apenas coloca-se tudo no mesmo saco &#8211; num saco de batatas, de preferência -, escreve na etiqueta <em>ALEMÃO</em> e está resolvido. É quase como confundir japonês com chinês: não é a mesma coisa, mas parece, estão ali no mesmo miolo geográfico, pra que complicar?</p>
<p class="western" align="justify">Por um tempo, eu me irritava e insistia: <em>&#8220;descendente de austríaco, não de alemão&#8221;</em>. Depois desta fase, passei apenas a incluir: <em>&#8220;sim, sou descendente de alemão, na verdade, de austríaco&#8221;</em>, inclusão ignorada pela grande maioria. Alguns chegavam a perguntar: <em>&#8220;que legal, e você conhece a Austrália?&#8221;</em>. Hoje, digo que tenho origem germânica e pronto.</p>
<p class="western" align="justify">São Paulo é famosa por seu vasto oferecimento gastronômico. Se tem algo que se faz bem nesta cidade é comer. Por muito tempo, estive em busca de um restaurante austríaco, mas tudo o que encontrava era <em>Bier &amp; Bier</em>, <em>Jucalemão</em> e alguns outros, que são bons restaurantes alemães, mas não austríacos. Sim, muitas comidas são iguais ou pelo menos muito parecidas, tem cerveja, <em>apfelstrudel</em>, tudo isso, porém não são austríacos, oras.<span id="more-569"></span></p>
<p class="western" align="justify">Eis que descobri o <a href="http://www.wolfsgarten.com/" target="_self">Wolf&#8217;s Garten</a>. Para começar, o logo do restaurante é um <a href="http://blog.cybershark.net/aline/280" target="_self">Edelweiss</a>, a lendária flor alpina da Áustria. Diferente dos outros restaurantes germânicos, o Wolf&#8217;s é um lugar mais requintado. Ele quebra um pouco o perfil que os outros restaurantes reproduzem e oferece um ambiente aconchegante. Não gosto da palavra &#8220;requintado&#8221;, soa fresco demais, mas quero dizer apenas que: as mesas estão postas, os pratos são caprichosamente decorados, os ingredientes cuidadosamente escolhidos, os <em>chefs</em> vêm à mesa servir e conversar.</p>
<p class="western" align="justify">Fomos conhecê-lo nesta última semana ao levar minha mãe a seu jantar de aniversário. Contente, ela não só pôde provar delícias austríacas sem entrar na cozinha, como tirou o Alemão do fundo do baú. Meses sem conversar em seu idioma nativo, é sempre uma alegria encontrar quem fala.</p>
<p class="western" align="justify">Dentre todas as coisas legais do Wolf&#8217;s, a mais interessante é que o <em>apfelstrudel</em> é feito com a massa clássica e original, e não com a massa folhada que todo mundo pensa que é <em>strudel</em>. Pela primeira vez, comi um <em>strudel</em> não preparado por ninguém da família, mas igualmente delicioso.</p>
<p class="western" align="justify">Markus, com &#8220;K&#8221; e &#8220;u&#8221;, como ele mesmo costuma esclarecer, e Mônica Wolf são casados e juntos trabalham no Wolf&#8217;s Garten (<em>Jardim dos Wolf</em>). Ele é austríaco e ela brasileira. Se conheceram na Espanha, trabalharam juntos como <em>chefs</em> em alguns lugares na Europa e vieram para o Brasil incluir mais um restaurante na imensa lista paulistana de opções.</p>
<p class="western" align="justify">Agradeço ao Rubens, nosso amigo e <em>habitué</em> do Wolf&#8217;s, pela excelente indicação.</p>
<p><strong>Wolf&#8217;s Garten:</strong></p>
<ul>
<li>Site: <a href="http://www.wolfsgarten.com/" target="_self">www.wolfsgarten.com.br</a></li>
<li>rua Lisboa, 284. São Paulo &#8211; SP. Telefone 11 3088-4376.</li>
<li>Não abre aos domingos.</li>
</ul>
<blockquote><p>Este blog não tem vínculos com o restaurante indicado, portanto, não se responsabiliza por eventuais informações erradas. Recomenda-se verificar diretamente no site do restaurante, indicado acima.</p></blockquote>
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		<title>Fotografando do chão</title>
		<link>http://dashausdiefrau.com/371</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Feb 2008 13:19:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alickel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias de Família]]></category>

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		<description><![CDATA[Finalmente, um post na categoria &#8220;Fotos&#8221; que fala sobre fotografia e não apenas indica uma foto aleatória que tirei. Desde muito pequena demonstrei algum interesse por fotografia. Uma coisa muito legal do meu pai é que ele sempre incentivou as filhas a usarem as tecnologias da época. Enquanto minha mãe argumentava que as crianças não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="western" align="justify">Finalmente, um <em>post</em> na categoria &#8220;Fotos&#8221; que fala sobre fotografia e não apenas indica uma foto aleatória que tirei.</p>
<p class="western" align="justify">Desde muito pequena demonstrei algum interesse por fotografia. Uma coisa muito legal do meu pai é que ele sempre incentivou as filhas a usarem as tecnologias da época. Enquanto minha mãe argumentava que as crianças não deveriam mexer na vitrola para não quebrar, meu pai dizia que era melhor ensinar a usar do jeito certo, assim nunca estragaríamos. Certo ele! Entretanto, levou este conceito um pouco a sério demais. Lembro de estar na casa da praia, aos 12 anos e inquieta, e após insistir que queria passear de carro, ele me colocou no volante e me fez dirigir. Quando precisei dar ré, já aos berros que não conseguiria fazer aquilo, ele foi firme, não pegou o carro e eu quase afoguei a caravan no laguinho à beira da estrada de terra. Hoje, pelo menos, dirigir não é um tabu.</p>
<p class="western" align="justify">Mas por que mesmo a digressão?&#8230; Eu falava era sobre fotos&#8230; Ah, sim, porque meu pai tinha uma máquina fotográfica manual bem legal.<span id="more-371"></span> Lembro dela com carinho. Na época, essa história de máquina com funções automáticas não existia ou era bem raro. O jeito era aprender a fotografar de verdade. Nós éramos uma família normal de classe média e ter máquina não era exatamente um acessório comum entre as famílias mais simples. Mas meu pai já curtia fotos! Assim, desde pirralha ele botou a câmera nas minhas mãos. Eu adorava e passava horas com os olhos fotografando tudo. O mais interessante, é que as fotos não ficavam ruins. O que acabava por impressionar as pessoas.</p>
<p class="western" align="justify">Isso tudo não é para dizer que sou um ser bem-dotado e que tem o dom e um talento excepcional para fotografar. O que quero dizer é que desde muito cedo me interessei por isso e passei muitos anos dizendo que queria ser fotógrafa quando crescesse.</p>
<p class="western" align="justify">Com o advento das câmeras digitais, muita coisa mudou e se tornou acessível para grande parte das pessoas. O que essas câmeras fazem é uma maravilha! Com um instrumento pequeno e, relativamente, barato (claro, comparando com câmeras manuais profissionais ou semi), é possível fazer muita, mas muita coisa legal.</p>
<p class="western" align="justify">Rodrigo e eu ganhamos, há alguns anos, uma Cybershot da Sony, modelo DSC-w7 de 7,2 MP (megapixels). Na época, era uma das melhores câmeras digitais do mercado. Hoje, já existem outras muito superiores. Ainda assim, ela tem sido um ótimo instrumento para nosso aprendizado.</p>
<p class="western" align="justify">Mas todo este <em>post</em> era para falar, na verdade, sobre tirar fotos do chão. Não, não do chão, propriamente dito, mas a partir dele.</p>
<p class="western" align="justify">Interessante de fotografar é buscar visões as quais nossos olhos não estão acostumados. Por exemplo, bichos de estimação em casa sempre são vistos de cima para baixo, pois nossos olhos estão acima e é assim que os conhecemos e estamos acostumados a ver. Buscar uma foto interessante é, por exemplo, tentar outras posições com a máquina de modo a simular um olhar distinto.</p>
<p class="western" align="justify">Outro dia o Rodrigo me mostrou um vídeo, computação gráfica, que mostrava várias cenas de baixo para cima, como se o chão das ruas fosse transparente e a filmagem estivesse sendo feita do subsolo. Então, você via as pessoas caminhando, os prédios, os carros passando, tudo sob um novo ponto de vista &#8211; literalmente. Era muito interessante, porque era uma visão fora do comum (depois posso linkar o vídeo).</p>
<p class="western" align="justify">A idéia é, basicamente, tirar o vício dos nossos olhos e buscar olhares diferentes:</p>
<p>© ali ckel<br />
<a href="http://www.flickr.com/photos/alickel/2264184993/" title="Malucat por ali ckel, no Flickr"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2282/2264184993_f49e51485d_m.jpg" alt="Malucat" height="180" width="240" /></a></p>
<p class="western" align="justify">&nbsp;</p>
<p>© ali ckel<br />
<a href="http://www.flickr.com/photos/alickel/2265021226/" title="All star amarelo por ali ckel, no Flickr"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2278/2265021226_136c2166bf_m.jpg" alt="All star amarelo" height="180" width="240" /></a></p>
<p class="western" align="justify">&nbsp;</p>
<p>© ali ckel<br />
<a href="http://www.flickr.com/photos/alickel/2264224223/" title="Gandalf por ali ckel, no Flickr"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2340/2264224223_1835d642de_m.jpg" alt="Gandalf" height="180" width="240" /></a></p>
<p class="western" align="justify">&nbsp;</p>
<p>© ali ckel<br />
<a href="http://www.flickr.com/photos/alickel/2265007844/" title="Malu por ali ckel, no Flickr"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2371/2265007844_b6a4d68bda_m.jpg" alt="Malu" height="180" width="240" /></a></p>
<p class="western" align="justify">&nbsp;</p>
<p>© ali ckel<br />
<a href="http://www.flickr.com/photos/alickel/2265018520/" title="Gandalf e o all star amarelo por ali ckel, no Flickr"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2409/2265018520_a324035403_m.jpg" alt="Gandalf e o all star amarelo" height="180" width="240" /></a></p>
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		<title>Minha infância passo-a-passo</title>
		<link>http://dashausdiefrau.com/364</link>
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		<pubDate>Tue, 12 Feb 2008 12:47:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alickel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fashion]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias de Família]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto fuçava numa das minhas lojas de sapatos prediletas, encontrei um tênis que trouxe a recordação da minha infância. A estampa de moranguinhos tão familiar me fez sentir aquele tempo: eu tive um desse! Ganhei da minha madrinha e lembro como se fosse hoje o zelo que tinha por aquele tênis com cheiro de morango [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="western" align="justify">Enquanto fuçava numa das minhas lojas de sapatos prediletas, encontrei um tênis que trouxe a recordação da minha infância.</p>
<p class="western" align="justify">A estampa de moranguinhos tão familiar me fez sentir aquele tempo: eu tive um desse! <span id="more-364"></span>Ganhei da minha madrinha e lembro como se fosse hoje o zelo que tinha por aquele tênis com cheiro de morango (ele era perfumado!).</p>
<p class="western" align="justify">Cacei em meus arquivos e encontrei a foto.  A combinação da roupa em tons de vermelho é arte da minha irmã mais velha, que na época trabalhava em loja de roupas infantis e me usava de mini-modelo. A polaina de lã colorida foi feita pela oma, mãe de meu pai. Eu tinha uma coleção destas!</p>
<p>© ali ckel<br />
<a title="Aline por ali ckel, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/alickel/1224199707/"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1208/1224199707_ddfb650072.jpg" alt="Aline" width="350" height="500" /></a></p>
<p class="western" align="justify">
<p class="western" align="justify">O All Star de moranguinhos está disponível na Virus a R$ 52,90.</p>
<p class="western" align="justify"><a title="allstar_strawberry.jpg" href="http://www.lojavirus.com.br/loja/produtos.asp?produto=1480&amp;categoria=420&amp;inf=18&amp;a1=T%EAnis%20Beb%EA&amp;a2=Strawberry#"><img src="http://blog.cybershark.net/aline/wp-content/allstar_strawberry.jpg" alt="allstar_strawberry.jpg" /></a></p>
<blockquote>
<p class="western" align="justify">Imagem: <a href="http://www.lojavirus.com.br/loja/produtos.asp?produto=1480&amp;categoria=420&amp;inf=18&amp;a1=T%EAnis%20Beb%EA&amp;a2=Strawberry#">Virus</a>.</p>
</blockquote>
<p class="western" align="justify">O meu tênis não era um All Star, mas a estampa era exatamente esta. Ah, se tivesse o #37&#8230;</p>
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		<title>Entre Rios, colônias germânicas no sul do Brasil</title>
		<link>http://dashausdiefrau.com/337</link>
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		<pubDate>Mon, 31 Dec 2007 04:03:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alickel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias de Família]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>

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		<description><![CDATA[Se um dia estiver de passagem pelo Sul do Brasil, ali no Paraná, pela região de Curitiba, Cascavel, Ponta Grossa, não perca a oportunidade de conhecer as colônias de Entre Rios. Entre Rios está a 30 Km de Guarapuava, que por sua vez, está a uns 250 Km de Curitiba (mapa rodoviário). A partir da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="western" align="justify">Se um dia estiver de passagem pelo Sul do Brasil, ali no Paraná, pela região de Curitiba, Cascavel, Ponta Grossa, não perca a oportunidade de conhecer as colônias de Entre Rios.</p>
<p class="western" align="justify">Entre Rios está a 30 Km de Guarapuava, que por sua vez, está a uns 250 Km de Curitiba (<a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;hl=pt-BR&amp;geocode=&amp;q=Entre+Rios+Paran%C3%A1&amp;ie=UTF8&amp;ll=-25.593056,-51.677778&amp;spn=1.731476,2.900391&amp;z=9">mapa rodoviário</a>). A partir da capital paranaense, são umas 4 horas de carro, numa simpática estrada pela serra com muita paisagem bonita.<span id="more-337"></span></p>
<p class="western" align="justify">Entre Rios é o nome do conjunto de cinco colônias germânico-iugoslávas fundadas em 1951: Jordãozinho, Cachoeira, Vitória, Samambaia e Socorro.</p>
<p class="western" align="justify">Na metade do século XX, os países da América, principalmente Brasil, Estados Unidos e Canadá, incentivavam a vinda de migrantes com o objetivo de gerar uma ocupação em áreas com vazios populacionais e, de modo geral, iniciar produções agrícolas. No caso do Brasil, a região sul foi a maior beneficiada por este tipo de colonização. Eis que veio meu pai com sua família numa dessas levas em 1953.</p>
<p class="western" align="justify">Estes migrantes eram povos europeus, originalmente do leste, que no período de guerras se deslocaram de seus países para viver na Alemanha, Áustria etc. Destituidos de suas terras, restou-lhes trabalhar em terras alheias, como empregados. A chance de vir para o novo mundo, recebendo terras do governo a preços módicos, e reconstruir suas vidas como proprietários e não mais como empregados, era sem dúvida vantajosa.</p>
<p class="western" align="justify">No mesmo ano em que foram fundadas as colônias, criou-se a <a href="http://www.agraria.com.br/">Cooperativa Agrária</a>, que existe até hoje e fornece recursos para os produtores agrícolas da região. No período de inverno, planta-se na região cevada, aveia e trigo. No verão, soja e milho.</p>
<p class="western" align="justify">A maior parte das famílias reside na colônia e possui terras para o plantio em áreas mais afastadas.</p>
<p class="western" align="justify">A cultura é, talvez, o traço mais marcante deste lugar. A organização de cada colônia reproduz as características de outrora. A praça central é rodeada pela Igreja e pelo galpão de festas. As casas repetem a arquitetura tradicional, inclusive, com os jardins floridos. Nas calçadas, grandes pinheiros enfileirados remetem às paisagens das antigas cidades germânicas do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Leste_Europeu">Leste-europeu</a>. O lanche da tarde é também uma herança das tradições alemãs. Vidros de conservas, geléias caseiras e bolachas variadas estão sempre à mesa para a merenda.</p>
<p><a title="Entre Rios - PR por ali ckel, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/alickel/2050635143/"><img style="margin-top: 10px; margin-bottom: 0px;" src="http://farm3.static.flickr.com/2261/2050635143_d35fa35fb7.jpg" alt="Entre Rios - PR" width="500" height="375" /></a></p>
<blockquote><p>Colônia Jordãozinho.</p></blockquote>
<p class="western" align="justify">Já na quarta geração, a língua predominante é ainda o alemão. Na realidade, um dialeto* com fortes influências iugoslavas. E na escola, as crianças aprendem os dois idiomas: tanto o português, quanto o alemão.</p>
<p><a title="Kindergarten por ali ckel, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/alickel/2051787139/"><img style="margin-top: 10px; margin-bottom: 0px;" src="http://farm3.static.flickr.com/2166/2051787139_f2c02ef92c.jpg" alt="Kindergarten" width="500" height="375" /></a></p>
<blockquote>
<p class="western" align="justify">Jardim de Infância na colônia Vitória.</p>
</blockquote>
<p class="western" align="justify">No mês de outubro, é realizada a <em>Festa da Cevada</em> em comemoração ao fim da colheita. A organização é da Cooperativa Agrária e a festa tem duração de uma semana, sendo que na abertura acontece o tradicional jantar de peixe. Outras festas menores acontecem ao longo do ano. No natal, a escola prepara junto às crianças a reprodução teatral do nascimento de Jesus. A apresentação acontece na praça central. A trilha sonora fica por conta da banda local e a narração é feita toda em alemão.</p>
<p class="western" align="justify">Para quem deseja visitar a cidade, as melhores opções de hotel e pousada estão na cidade de Guarapuava, há 30 Km das colônias. Restaurantes também são encontrados com maior facilidade na cidade. São poucas as atrações turísticas em Entre Rios. Muito vagarosamente, a colônia está se equipando para receber visitantes.</p>
<p class="western" align="justify">Atualmente, um passeio de um dia é o suficiente para conhecer o que há de mais interessante: uma caminhada pelas colônias, algumas lojinhas de souvenirs, artesanato local etc. Para quem se interessa, há uma pista de motocross na colônia Jordãozinho. Quem busca por um recanto para descansar, pode ser o programa perfeito. Além da possibilidade de se conhecer um pouco de uma cultura diferente, é um lugar muito tranquilo, ideal para o descanso.</p>
<p><a title="Entre Rios por ali ckel, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/alickel/2052622330/"><img style="margin-top: 10px; margin-bottom: 0px;" src="http://farm3.static.flickr.com/2056/2052622330_5fa61d2a44.jpg" alt="Entre Rios" width="500" height="375" /></a></p>
<blockquote>
<p class="western" align="justify">Traços da arquitetura germânica.</p>
</blockquote>
<p><a title=" The Ewes por ali ckel, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/alickel/2141993274/"><img style="margin-top: 10px; margin-bottom: 0px;" src="http://farm3.static.flickr.com/2056/2141993274_08b5596f96.jpg" alt=" The Ewes" width="500" height="375" /></a></p>
<blockquote><p>Clima mais ameno, com temperaturas próxima de 0C no inverno, possibilita a criação de ovelhas.</p></blockquote>
<p><a title="Fishing por ali ckel, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/alickel/2141888300/"><img style="margin-top: 10px; margin-bottom: 0px;" src="http://farm3.static.flickr.com/2179/2141888300_21d19ef2ec.jpg" alt="Fishing" width="500" height="375" /></a></p>
<blockquote><p>Lago para pescaria. Ao fundo, pasto para ovelhas e plantação de milho.</p></blockquote>
<p><em><span class="preto"><span class="preto"><span class="preto"><span class="preto">* Definição Houaiss: língua que, embora tenha literatura escrita, não é língua oficial de nenhum país (p.ex., o catalão, o basco, o galego etc.).</span></span></span></span></em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Edelweiß, Weiß Blühest</title>
		<link>http://dashausdiefrau.com/280</link>
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		<pubDate>Tue, 04 Sep 2007 19:15:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alickel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias de Família]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[O Edelweiß é uma flor branca que nasce nos Alpes da Europa na região da França, Itália, Suíça, Iugoslávia e Áustria, onde, tradicionalmente, se tornou o símbolo do país. É uma flor de  verão de climas temperados, portanto, nasce nas porções mais altas e frias das montanhas. Foto by Robertt em Stock.xchng Existem muitas lendas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O Edelweiß é uma flor branca que nasce nos Alpes da Europa na região da França, Itália, Suíça, Iugoslávia e Áustria, onde, tradicionalmente, se tornou o símbolo do país. É uma flor de  verão de climas temperados, portanto, nasce nas porções mais altas e frias das montanhas.</p>
<p class="western" style="text-align: center;"><a href="http://dashausdiefrau.com/wp-content/uploads/edelweiss.jpg"><img class="size-full wp-image-1794 aligncenter" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 0px;" title="Edelweiss" src="http://dashausdiefrau.com/wp-content/uploads/edelweiss.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<blockquote>
<p class="western">Foto by <a href="http://www.sxc.hu/profile/robertt" target="_self">Robertt em Stock.xchng</a></p>
</blockquote>
<p class="western"><a href="http://dashausdiefrau.com/wp-content/uploads/edelweiss.jpg"></a></p>
<p class="western">Existem muitas lendas sobre esta flor. Uma delas diz que um rapaz, quando apaixonado por uma garota, deveria escalar a montanha, numa expedição difícil e arriscada, pegar um edelweiss e trazê-lo para a amada como prova de seu amor. Ainda hoje, no folclore austríaco, as danças e músicas tirolezas fazem referência a esta lenda.</p>
<p class="western"><span id="more-280"></span></p>
<p class="western">Historicamente, o Edelweiss foi usado como símbolo do movimento jovem anti-nazista chamado <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Edelweiss_Pirates">The Edelweiss Pirates</a>, nos anos 1930.</p>
<p class="western">Mais tarde, em 1959, foi criado nos Estados Unidos o musical <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Sound_of_Music">The Sound of Music</a> (conhecido no Brasil como <em>A Noviça Rebelde</em>), que conta a história da nobre família <em>Von Trapp</em> no período de avanço do III Reich. As canções são de <a title="Richard Rodgers" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Richard_Rodgers">Richard Rodgers</a> e as letras de <a title="Oscar Hammerstein II" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Oscar_Hammerstein_II">Oscar Hammerstein II</a> &#8211; uma das músicas da peça é a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Edelweiss_(song)">Edelweiss</a>.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Ye7wGOUG8NE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/Ye7wGOUG8NE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">Clipe &#8220;Edelweiss&#8221; em <em>The Sound of Music</em>.</p>
</blockquote>
<p><strong>Edelweiss, Edelweiss</strong></p>
<p><em>Edelweiss, Edelweiss</em></p>
<p><strong>Every morning you greet me</strong></p>
<p><em>A cada manhã você me cumprimenta</em></p>
<p><strong>Small and white,</strong></p>
<p><em>Pequena e branca,</em></p>
<p><strong>Clean and bright</strong></p>
<p><em>Limpo e brilhante</em></p>
<p><strong>You look happy to meet me.</strong></p>
<p><em>Você parece feliz em me encontrar.</em></p>
<p><strong>Blossom of snow</strong></p>
<p><em>Flor da neve</em></p>
<p><strong>May you bloom and grow,</strong></p>
<p><em>Que você floresça e cresça</em></p>
<p><strong>Bloom and grow forever.</strong></p>
<p><em>Floresça e cresça para sempre.</em></p>
<p><strong>Edelweiss, Edelweiss</strong></p>
<p><em>Edelweiss, Edelweiss </em></p>
<p><strong>Bless my homeland forever.</strong></p>
<p><em>Abençoe minha terra para sempre.</em></p>
<p class="western">É interessante notar que esta música não é alemã e nem austríaca. Foi criada nos Estados Unidos em inglês e somente depois passada para a versão em alemão.</p>
<p class="western">Em 1970, no livro <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Asterix_in_Switzerland"><em>Astérix entre os Helvécios&#8217;</em></a><em> (</em><em>Astérix chez les Helvètes</em>fez), há também referência à &#8220;estrela de prata&#8221;. A história se passa na Suíça e para fazer a poção, Panoramix precisa de um edelweiss.</p>
<p class="western">Já no final dos anos 1980 e início dos anos 1990, surge na Áustria a banda popular <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Edelweiss_(band)">Edelweiss</a>. Uma de suas canções é a <em>Bring me Edelweiss</em> (Traga-me Edelweiss), que faz referências satirizadas às lendas desta flor e aos costumes dos povos daquele país. Com boa dose de humor e sexualidade, retrata danças, vestuários entre outras tradições.</p>
<p class="western">O refrão da <a href="http://www.lyricsvault.net/songs/13224.html">música</a> diz:</p>
<p class="western"><strong>So when you really love me</strong></p>
<p class="western"><em>Quando você realmente me amar</em></p>
<p class="western"><strong>Darling, bring me Edelweiss</strong></p>
<p class="western"><em>Querido, traga-me edelweiss</em></p>
<p class="western"><strong>So when you really love me</strong></p>
<p class="western"><em>Então, quando você realmente me amar</em></p>
<p class="western"><strong>You should bring me Edelweiss</strong></p>
<p class="western"><em>Você deve me trazer edelweiss</em></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/TLVIICWRbjM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/TLVIICWRbjM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">Clipe da música &#8220;Bring me Edelweiss&#8221; da banda <em>Edelweiss</em>.</p>
</blockquote>
<p class="western">Tantas são as referências desta delicada flor. Particularmente, ela representa a origem da minha família austríaca; a infância do meu pai neste país; oma e opa, meus avós maternos, que nasceram em Tirol e Salzburg, respectivamente.</p>
<p class="western">O opa, Karl Bernatzky, quando vivia em Dreizehnlinden (Treze Tílias-SC), era músico, tocador de clarinete na banda da cidade. A roupa para apresentação nas festas envolvia uma calça social, camisa, um paletó e o tradicional chapéu austríaco verde ou cinza, adornado com bótons de bandeiras e brasões, penachos e um edelweiss. As danças, nas quais tantas vezes participaram minha mãe e a oma, representavam as tradições da região do Tirol, assim, as mulheres usavam vestidos típicos camponeses, cabelos trançados ou presos em coque e um edelweiss em forma de colar ou broche. Os homens usavam a famosa calça de couro com suspensórios, sendo que no cinto havia também o desenho desta flor.</p>
<p class="western">Não é à toa que esta pequena flor me remete não só às origens da minha família, mas também à minha infância, às longas férias em Dreizehnlinden-SC, às festas de natal, casamentos etc. É além de tudo uma linda lembrança do opa Bernatzky, que hoje vive em Entre Rios-PR e sempre foi um velhinho muito bonachão e por quem tenho imenso carinho e saudades.</p>
<p><strong>Referência além das citadas em links ao longo do artigo:</strong></p>
<ul>
<li><a href="http://www.mulherdeclasse.com.br/edelweiss.htm">Mulher de Classe</a></li>
</ul>
<p>- – &#8211; – &#8211; – &#8211; – &#8211; – &#8211; – &#8211; – &#8211; – &#8211; – &#8211; – &#8211; – &#8211; – &#8211; – &#8211; – &#8211; – &#8211; – &#8211; – &#8211; – &#8211; – &#8211; – &#8211; – &#8211; – &#8211; – &#8211; – &#8211; – &#8211; – &#8211; – &#8211; – &#8211; – &#8211; – &#8211; – &#8211; – -<strong><em></em></strong></p>
<p><span style="color: #993366;"><strong><em></em><em></em>ONDE COMPRAR UM EDELWEISS?<br />
</strong></span></p>
<p>Minhas informações são imprecisas, mas como muitos perguntam, já vou deixar aqui minha resposta, assim, evito ter de repetir ao longo dos comentários.</p>
<p>Creio que em Treze Tílias-SC seja possível comprá-la, já que a cidade mantém estreita relação com a Áustria e muitos artigos são importados e revendidos. O Edelweiss que ganhei do meu avô foi comprado lá, em Treze Tílias. Todavia, há muitos anos que não vou para esta cidade, assim, não posso garantir esta informação. Outro lugar possível é a própria Áustria ou nos outros países da região dos Alpes (Suíça, Itália, França e Alemanha). Minha irmã, por exemplo, trouxe um Edelweiss de Chamonix, na França. No inverno, entretanto, é mais difícil de encontrar do que no verão, dada que esta é uma flor de verão. Eu mesma estive na Áustria no inverno e tive muita dificuldade para encontrar. Consegui comprar em Innsbruck, em uma loja para turistas. Na hora de procurar, peça pelo &#8220;echte edelweiss&#8221; (em alemão, edelweiss verdadeiro), pois senão vão lhe mostrar apenas as milhões de coisas (camisetas, chapéus etc) com o edelweiss estampado e não o de verdade.</p>
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		<title>Registros da família Lickel</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jul 2007 22:01:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alickel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias de Família]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste fim de semana comecei uma busca sobre a família do meu pai e deixei um registro neste blog. Depois, continuei a pesquisar mais coisas, entrei em contato com meu pai e meus tios para resgatar informações e estou agora com um emaranhado de detalhes e recortes prontos para serem encaixados num grande e difícil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="western" align="justify">Neste fim de semana comecei uma busca sobre a família do meu pai e deixei um <a href="http://blog.cybershark.net/aline/218">registro</a> neste blog. Depois, continuei a pesquisar mais coisas, entrei em contato com meu pai e meus tios para resgatar informações e estou agora com um emaranhado de detalhes e recortes prontos para serem encaixados num grande e difícil quebra-cabeça.<span id="more-227"></span></p>
<p class="western" align="justify">Minha avó, mãe de meu pai, <em>Magdalena (Schlitt) Lickel</em> nasceu perto de Pakrac, no vilarejo de <a href="http://www.hrastovac.net/index.htm">Hrastovac</a>, Croácia, em 16 de Março de 1912. Este vilarejo era muito próximo de Kapetanovo, onde nasceu o opa (avô),<em> Hans Johann Lickel</em>, em 21 de Dezembro de 1908, meu pai, <em>Heinrich Helmut Lickel</em> e meus tios, <em>Johann Lickel</em> e <em>Fritz Lickel</em>. <em>Johann</em> é o filho mais velho, nasceu em 1936, e por isso ainda se recorda com muita vitalidade das coisas que aconteceram naquela época. Aliás, é até provável que ele esteja <a href="http://www.ualberta.ca/~tkd1/photokey.htm">na foto</a> daquele casamento. Me contou que as pessoas de Hrastovac e de Kapetanovo viviam se encontrando nas festas e em outros eventos.</p>
<p class="western" align="justify">Com relação aos pais da oma eu ainda não estou certa dos nomes. Sei que a mãe era <em>Margaretha</em> e que o pai era <em>Heinrich</em>, mas não sei bem que tinha o sobrenome <em>Schlitt</em> e quem tinha o <em>Trapp</em>. O sobrenome de solteiro da oma era Schlitt, mas meu tio acha que os pais dela não eram casados, assim, as filhas levaram o sobrenome da mãe e os filhos o do pai. Se isso for verdade, a mãe dela era a <em>Margaretha Schlitt</em> e o pai o <em>Trapp</em>.</p>
<p class="western" align="justify">Acredita-se que a mãe da oma era descendente de alemão e o pai de húngaro, mas isso já são suposições. O fato é que eles eram croatas. A mãe, <em>Margaretha</em>, faleceu e está enterrada em Hrastovac. Ela foi assassinada pelos <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Partisans_(Yugoslavia)">partisans</a> durante a II Guerra Mundial.</p>
<p class="western" align="justify">Já os pais do opa eram <em>Ana Kehel Lickel</em> e <em>Hans Johann Lickel</em>. Inclusive, existe a possibilidade de que o primeiro nome do opa não seja <em>Hans</em>, como tenho dito, mas sim apenas <em>Johann.</em> Segundo meu tio, ele se recorda das pessoas chamando ele e o opa por <em>Hans</em>, como uma forma de apelido em homenagem ao pai do opa, então, por isso na <a href="http://www.ualberta.ca/~tkd1/photokey.htm">foto do casamento dos Toraus</a> o primeiro nome do opa está como <em>Hans</em>, porque era como as pessoas o chamavam lá no vilarejo.</p>
<p class="western" align="justify">Os demais <em>Lickel</em> da foto são irmãos do meu vô<em> </em>e, portanto, tios e tias do meu pai: <em>Peter Lickel</em>, que se casou com <em>Eva (Arndt) Lickel</em>, <em>Elizabeth Lickel</em> e <em>Konrad Lickel</em>. Fora esses, existiam mais seis irmãos: <em>Ana, Katharina, Eva, Jacob, Michael</em> e <em>Heinrich Lickel</em>. Ao todo são dez filhos. Consegui informações de alguns deles. Meu tio entrou em contato com o filho do <em>Konrad Lickel</em> (que tem o mesmo nome do pai) e ele vive nos Estados Unidos. Já falou com o filho de <em>Peter Lickel</em>, <em>Peter Horst Lickel</em>, que também está nos Estados Unidos. Sobre o <em>Peter</em> pai e sua esposa, encontrei uma <a href="http://findarticles.com/p/articles/mi_qn4196/is_19980817/ai_n10443253">nota de falecimento</a> na internet com o nome de todos os filhos e netos. Ele faleceu em 1998 e ela em 2004.</p>
<p class="western" align="justify">O tio do meu pai, que tem o mesmo nome dele, <em>Heinrich Lickel</em>, teve uma filha na Alemanha, Erika, que hoje é casada com um americano e vive nos Estados Unidos. Ela trocou correspondências com meu tio Johann também. <em>Jacob Lickel</em> veio com meus avós para o Brasil e faleceu aqui. Chegou a se casar na colônia alemã do Paraná, mas não teve filhos.</p>
<p class="western" align="justify">Meus avós tiveram o primeiro filho em 1936 e depois mais dois na Iugoslávia (na atual parte da Croácia), inclusive meu pai, que nasceu em 1943. Em 1944 deixaram Kapetanovo por conta da perseguição do ditador iugoslavo, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Josip_Broz_Tito">Tito</a>. Preciso pesquisar melhor sobre o contexto histórico desta região, mas pelo que entendi, Hitler buscava a unificação dos povos germânicos espalhados pela Alemanha, Áustria e pela região da Iugoslávia, para isso, desejava a anexação dessas terras numa única nação fortificada e limpa de quaisquer outras raças. Josip Broz Tito não queria perder as suas terras iugoslavas (das quais ele era o primeiro ministro e depois se tornou presidente), então, promoveu uma caçada aos povos alemães que viviam naquele território, de modo que todos tiveram de fugir para as &#8220;asas&#8221; de Hitler. A maior parte foi para o sul da Alemanha ou para a Áutria.</p>
<p class="western" align="justify">Foi assim que oma e opa colocaram as coisas na carroça de cavalo, pegaram as três crianças de 8, 2 e 1 ano e foram estrada a fora por 6 semanas até chegar na Áustria. Meu tio Johann conta que esta fuga foi muito traumatizante, porque eles praticamente não tinham comida, já que não puderam carregar muita coisa e havia muito bombardeio no meio da estrada. Minha avó, por falta de comida, começou a ficar sem leite para amamentar meu pai. Quando chegaram na Áustria meu pai era quase uma criança sem vida e as pessoas já estavam acendendo velas e orando pelo seu falecimento.</p>
<p class="western" align="justify">A primeira cidade em que ficaram na Áustria foi <em>Munderfing</em> (o nome completo era <em>Munderfing Darfunder Pran</em>, que significa algo como Munderfing a vila perto de Pran) e era próximo a fronteira com a Iugoslávia. Foi nesta cidade que nasceu a quarta filha do casal, minha tia <em>Margareth Lickel</em>. Durante o tempo em que ficaram na Áustria, por não terem mais suas próprias terras, trabalharam como camponeses nas terras alheias. Depois viveram em <em>Wels</em>, perto de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Linz">Linz</a>. Por último, viveram um período em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ried_im_Innkreis">Ried</a>.</p>
<p class="western" align="justify">Por incentivo da &#8220;Schweizer Europa-hilfe&#8221;, Suíça de Auxílio à Europa, que meu pai chama de &#8220;cruz-vermelha da Suíça&#8221;, eles vieram para o Brasil ganhando do governo terras próprias. Se estabeleceram na colônia de <a href="http://www.webhotel.com.br/parana/turismo/tc_guarapuava.htm">Entre Rios</a>, Guarapuava-PR. Aqui tiveram o quinto e último filho em 1954, minha tia <em>Helen Lickel</em>, e em 1961 o opa faleceu.</p>
<p class="western" align="justify">Na internet, diz-se que a colônia é povoada pelos &#8220;antigos suábios que habitavam às margens do Danúbio&#8221;. Fui pesquisar a respeito e no caso da minha família, acredita-se que por volta de 1600 alguns antepassados desceram pelo rio Danúbio da região onde é a Alemanha e povoaram a região da Iugoslávia, onde nasceram meus avós no começo do século XX. Durante a II Guerra Mundial, com o enfrentamento de Hitler com Tito, tiveram de voltar para suas origens e, depois, vieram para o Brasil. Acredito que o mesmo tenha acontecido às demais famílias que colonizaram Entre Rios e às que foram para os Estados Unidos e Canadá, como os avós da socióloga, <a href="http://www.ualberta.ca/~tkd1/photokey.htm">Tonya Davidson</a>.</p>
<p class="western" align="justify">Buscando sobre a cidade croata da Oma, <a href="http://blog.cybershark.net/aline/wp-admin/%3Cp%20class=">Hrastovac</a>, encontrei o trabalho da Rosina Schmidt. Ela é também autora do livro <a href="http://www.hrastovac.net/Books/Books.htm">Hrastovac &#8211; Eichendorf Families 1865-1900</a>. No site achei a foto abaixo, de <em>Jakob Trapp</em>, casado com <em>Anna Maria Lotz-Trapp</em>. Meu tio acha, por conta da confusão de sobrenomes dos pais da minha avó, que Jakob é irmão da oma, pois ele se recorda desse nome. Não tenho ainda esta confirmação, mas sem dúvida é parente muito próximo, primo direto da minha avó, talvez. Estou também entrando em contato com a autora do site para trocar informações.</p>
<p class="western" align="justify"><span style="font-size: x-small; font-family: Palatino Linotype;">© Anthony Rodot Archives</span></p>
<p class="western" align="justify"><a title="jakob1913-1988annamarialotz-trapp1917.jpg" href="http://www.hrastovac.net/photos/people/index.htm"><img style="margin-top: 10px; margin-bottom: 0px;" src="http://blog.cybershark.net/aline/wp-content/jakob1913-1988annamarialotz-trapp1917.jpg" alt="jakob1913-1988annamarialotz-trapp1917.jpg" width="201" height="300" /></a></p>
<blockquote>
<p class="western" align="justify"><em>Jacob Trapp &#8211; 1913 &#8211; 1988</em></p>
</blockquote>
<p class="western" align="justify">No site há também fotos antigas do vilarejo e da cidade hoje:</p>
<p class="western" align="justify"><span style="font-size: x-small; font-family: Palatino Linotype;">© Philipp Young Archives</span></p>
<p class="western" align="justify"><a title="hrastovac_church_built1929.jpg" href="http://www.hrastovac.net/photos/church/index.htm"><img style="margin-top: 10px; margin-bottom: 0px;" src="http://blog.cybershark.net/aline/wp-content/hrastovac_church_built1929.jpg" alt="hrastovac_church_built1929.jpg" width="370" height="270" /></a></p>
<blockquote>
<p class="western" align="justify">Igreja de Hrastovac construída em 1929</p>
</blockquote>
<p class="western" align="justify"><span style="font-size: x-small; font-family: Palatino Linotype;">© Rosina Schmidt Archives</span></p>
<p class="western" align="justify"><a title="church-motel.jpg" href="http://blog.cybershark.net/aline/wp-content/church-motel.jpg"><img style="margin-top: 10px; margin-bottom: 0px;" src="http://blog.cybershark.net/aline/wp-content/church-motel.jpg" alt="church-motel.jpg" width="370" height="253" /></a></p>
<blockquote>
<p class="western" align="justify">Foto recente de um motel construído no lugar de uma antiga Igreja de Hrastrovac (não a Igreja acima)</p>
</blockquote>
<p class="western" align="justify">Por enquanto, são essas as informações que eu tenho. Mas conforme surgir mais novidades, vou postando no blog.</p>
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		<title>Registros da minha origem</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Jul 2007 04:53:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alickel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias de Família]]></category>

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		<description><![CDATA[Este post tem a intenção não só de trazer informações e novidades aos leitores, como também de deixar um registro importante de algumas pesquisas e descobertas. É apenas um rascunho, mas daqueles que não se pode nem pensar em jogar fora. Desde pequena fui acostumada a dizer que era descendente de alemão. Meus pais, talvez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="western" align="justify">Este post tem a intenção não só de trazer informações e novidades aos leitores, como também de deixar um registro importante de algumas pesquisas e descobertas. É apenas um rascunho, mas daqueles que não se pode nem pensar em jogar fora.</p>
<p class="western" align="justify">Desde pequena fui acostumada a dizer que era descendente de alemão. Meus pais, talvez por não se importarem com o detalhe da origem, nunca explicaram mais a fundo as minhas raízes. Sabia que minha mãe era brasileira, filha de austríacos, e que meu pai era iugoslavo, como sempre me orgulhava dizer. De resto, eram muitos detalhes confusos e informações desencontradas.<span id="more-218"></span></p>
<p class="western" align="justify">O tempo foi passando, cresci, ganhei juízo e tenho pesquisado mais sobre essas raízes germânicas. Hoje chego a conclusão de que de alemão mesmo não tenho nada. Bem, dizer que Áustria e Croácia e qualquer outro país naquele miolo não tem nada de alemão é um grande exagero, senão mentira. A começar pela língua, tudo está concentrado numa cultura semelhante e de origens iguais. Mas o fato é que não sou descendente direta de alemão e &#8220;mais ou menos&#8221; filha de iugoslavo, como explicarei adiante.</p>
<p class="western" align="justify">Minha mãe nasceu no Brasil, na pequena cidade de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Treze_T%C3%ADlias">Treze Tílias</a> (Dreizehnlinden), em Santa Catarina. Seu pai é austríaco de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Salzburgo">Salzburg</a> e sua mãe da região de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tirol_(%C3%81ustria)">Tirol</a>.</p>
<p class="western" align="justify">Meu pai é croata. Quando ele nasceu, em 1943, a cidade Kapetanovo era parte da Iugoslávia, mas hoje está na Croácia. Meus avós não são alemães, ao contrário do que eu sempre havia dito: o <em>opa</em> (palavra em alemão que significa avô) nasceu na mesma cidade do meu pai, Kapetanovo, e a<em> oma</em> (avó) nasceu em Pakrac, Croácia.</p>
<pre>Clique nos mapas e imagens para visualizar melhor no site de origem</pre>
<p class="western" align="justify"><a title="Mapa Croácia" href="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&amp;msa=0&amp;msid=108387865055423723193.0004365ee5d5585441f78&amp;ll=43.961191,17.490234&amp;spn=10.072585,20.566406&amp;z=6&amp;om=1"><img style="margin-top: 10px; margin-bottom: 0px;" src="http://blog.cybershark.net/aline/wp-content/croacia.jpg" alt="Mapa Croácia" width="380" height="329" /></a></p>
<blockquote>
<p class="western" align="justify"><em>A linha vermelha delimita a Croácia, a sul está a Bósnia, a nordeste a Hungria, a norte e Eslovênia e a Áustria &#8211; Mapa: Google maps.</em></p>
</blockquote>
<p class="western" align="justify"><a title="Kapetanovo" href="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&amp;msa=0&amp;msid=108387865055423723193.0004365ee5d5585441f78&amp;ll=45.464947,17.162018&amp;spn=0.306762,0.6427&amp;z=11&amp;om=1"><img style="margin-top: 10px; margin-bottom: 0px;" src="http://blog.cybershark.net/aline/wp-content/kapetanovo_pakrac.jpg" alt="Kapetanovo" width="380" height="271" /></a></p>
<blockquote>
<p class="western" align="justify"><em>À esquerda está Kapetanovo Polje, e à direita Pakrac &#8211; Mapa: Google maps.</em></p>
</blockquote>
<p class="western" align="justify">Pois vejam, então, sou descente de austríaco e croata e em casa fala-se <em>oma</em> e <em>opa</em>, come-se <em>apfelstrudel</em> e se canta <em>Ein prost</em> com canecão de cerveja na mão. Montei uma simples árvore genealógica com três gerações &#8211; em verde estão as partes austríacas, em rosa as croatas e em branco as brasileiras:</p>
<p class="western" align="justify"><a title="Árvore Genealógica" href="http://blog.cybershark.net/aline/wp-content/arvore2.jpg"><img style="border: 0pt none; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" src="http://blog.cybershark.net/aline/wp-content/arvore2.jpg" alt="Árvore Genealógica" width="380" height="238" /></a></p>
<p class="western" align="justify">A história do meu pai sempre foi muito confusa. Na minha certidão de nascimento ele é Iugoslavo, algumas vezes se diz apátrida, mas pouco eu sabia da sua história. Foi recentemente, por meio do meu tio, que descobrimos que ele tinha nascido  nesta cidade, Kapetanovo. Meu pai é o terceiro filho do casal. Com apenas 1 ano, foi vítima da diáspora de Kapetanovo quando, junto ao resto da cidade, a família deixou suas terras e foi para Linz, na Áustria, numa carroça de cavalo com a pequena mudança. Viveram nas proximidades de Linz por cerca de 9 anos, quando de trem foram para Genova, na Itália, e de lá pegaram o navio para o Brasil. Aqui, viveram em Entre Rios, colônia germânica próxima de Guarapuava, no Paraná.</p>
<p class="western" align="justify"><a title="Mapa Trajeto" href="http://maps.google.com/maps/ms?msa=0&amp;msid=108387865055423723193.0004365ee5d5585441f78&amp;ll=46.407564,13.183594&amp;spn=4.8253,10.283203&amp;z=7&amp;om=1"><img style="margin-top: 10px; margin-bottom: 0px;" src="http://blog.cybershark.net/aline/wp-content/trajeto.jpg" alt="Mapa Trajeto" width="380" height="289" /></a></p>
<blockquote>
<p class="western" align="justify"><em>Da direita para a esquerda: Kapetanovo-Croácia, Linz-Áustria e Genova-Itália &#8211; Mapa: Google maps. </em></p>
</blockquote>
<p class="western" align="justify">Foi em Entre Rios que o opa, Hans Johann Lickel, faleceu e está enterrado. Anos depois, a família veio para São Paulo. A oma, com 94 anos, está com saúde fraca, já não tem mais memória recente, mas ainda resiste e vai às festas, encontra a família e sempre dá um abraço gostoso em quem quer que se apresente. É uma das mulheres mais fortes que já conheci. Sofreu de tudo o que se pode imaginar, desde fugir da guerra com filhos pequenos sem saber o que daria de comer amanhã, até ver sua mãe ser morta na guerra na sua própria frente. Ao contrário do que se poderia imaginar, ela não viveu com rancor, mas sim com muita doçura e amor.</p>
<p class="western" align="justify">Pesquisando sobre a cidade do meu pai, encontrei o site de uma canadense pHD em sociologia,  <a href="http://www.ualberta.ca/~tkd1/index.html">Tonya Katherine Davidson</a>, sobre a <a href="http://www.ualberta.ca/~tkd1/KAP!.htm">Diáspora de Kapetanovo</a>:</p>
<p class="western" align="justify"><a title="Oma e Opa" href="http://www.ualberta.ca/~tkd1/KAP!.htm"><img style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" src="http://blog.cybershark.net/aline/wp-content/oma_opa2.jpg" alt="Oma e Opa" width="380" height="196" /></a></p>
<blockquote>
<p class="western" align="justify"><em>no quadrado vermelho estão meus avós e os pontos azuis são outros membros da família Lickel &#8211; Imagem de: Tonya Katherine Davidson</em></p>
</blockquote>
<p class="western" align="justify">Na página, tem esta foto de um casamento em 1941 e em <a href="http://www.ualberta.ca/~tkd1/photokey.htm">outro link</a> tem a mesma foto numerada com a lista dos nomes das pessoas. São 120 croatas e eu encontrei vários <em>&#8220;Lickel&#8221;</em> (meu sobrenome paterno). O que significa, sem dúvida, que são pessoas da minha família. Tive ainda mais certeza disso quando encontrei o nome do <em>opa</em>, <em>Hans Johann Lickel</em> e o da <em>oma</em>, Mrs. (Schlitt) Lickel. A socióloga, provavelmente, não tinha a informação do nome completo da minha avó e colocou apenas como sendo a senhora Lickel. O nome dela mesmo é <em>Magdalena Lickel</em> e <em>Schlitt</em> é o sobrenome de solteira. Fui verificar na foto e não há dúvidas de que é minha avó:</p>
<p class="western" align="justify"><a title="Opa e Oma" href="http://www.ualberta.ca/~tkd1/photokey.htm"><img style="margin-top: 10px; margin-bottom: 0px;" src="http://blog.cybershark.net/aline/wp-content/oma_opa4.jpg" alt="Opa e Oma" width="380" height="285" /></a></p>
<blockquote>
<p class="western" align="justify"><em>opa em azul e oma em vermelho &#8211; </em><em>Imagem: Tonya Katherine Davidson</em></p>
</blockquote>
<p class="western" align="justify"><a title="Oma" href="http://blog.cybershark.net/aline/wp-content/oma.jpg"><img style="margin-top: 10px; margin-bottom: 0px;" src="http://blog.cybershark.net/aline/wp-content/oma.jpg" alt="Oma" width="187" height="245" /></a></p>
<blockquote>
<p class="western" align="justify"><em>&#8220;Lickel Oma&#8221; em Janeiro de 2007, no nosso casamento.</em></p>
</blockquote>
<p class="western" align="justify">Foi uma descoberta muito interessante. Agora, vou tentar manter contato com a socióloga para trocar informações e dar continuidade a essa pesquisa.</p>
<p><strong>Outros links sobre Kapetanovo:</strong></p>
<ul>
<li><a href="http://www.glosk.com/HR/Kapetanovo_Polje/-122922/index_pt.htm">Glosk</a></li>
<li><a href="http://www.fallingrain.com/world/HR/0/Kapetanovo_Polje.html">Kapetanovo Polje, Croatia Page</a></li>
<li><a href="http://www.destinacije.com/Slike/Hrvatska/KapeleiKalvarije/Kapela-Kapetanovo_Polje.JPG">Imagem da Kapela de Kapetanovo</a></li>
</ul>
<p class="western" align="justify">
<p class="western" align="justify">
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