Achei muito legal quando li que a Capoeira tinha se elevado à categoria de patrimônio cultural brasileiro (Estadao.com.br). Significa que ela passa a ser oficialmente um “bem cultural” do Brasill e, na prática, algumas regras começam a valer, como o plano de previdência para os mestres de capoeira.
O mais interessante, entretanto, é notar o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Iphan. Pouca gente conhece, mas o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional é um importante órgão federal brasileiro, que realiza este trabalho de reconhecimento, manutenção, preservação e divulgação da nossa história e cultura. Foi, em grande medida, o responsável por esta ação da capoeira. Continue reading
Em Minas Gerais, nas cidades históricas do século XVIII, o que encontrei de mais bonito não foram as ostentosas igrejas barrocas repletas de ouro. Não foi o queijinho, nem a cachaça, nem o doce de leite. Não foi a timidez e simpatia do mineiro. Não foram as ruas feitas de pedras pelos escravos. Foram, antes, as portas e janelas do período colonial.
Os estilos variam entre as três fases do barroco. Parecem até simples portinholas, mas muitas foram porta de entrada da grande elite do ouro. As residências não tinham jardim frontal. A separação entre a casa e a rua era delimitada pela porta. O lado de fora era o lugar do profano; a casa, o do sagrado. A área de lazer era o pátio ao fundo, fora das vistas da sociedade. Muitas janelas valorizavam o “de dentro se olha para fora, mas de fora não se pode enxergar dentro”. Continue reading
Pensará você, o que faz uma geógrafa se interessar por assuntos relacionados à fotografia e arquitetura? Estes três vértices da ciência e da arte combinam-se perfeitamente e relevam mais harmonia do que aparentam num primeiro momento.
A fotografia é, antes de mais nada, um instrumento de representação, que pode ser a do espaço, e demonstra um olhar, uma nova visão desta espacialidade. Fotografar arquitetura é buscar nuances e detalhes e, assim, idealizar um espaço diferente, construído pela própria Continue reading
Outro dia me perguntaram o que era interessante conhecer em Brasília, numa passagem rápida, de uns dois dias. A minha primeira resposta foi: nada. Brasília não tem nada para fazer.
Estava sendo injusta, porque a capital do país há de ter algo interessante. Parei alguns instantes e consegui enumerar alguns lugares para se visitar. Não muitos. Coisas para dois dias mesmo. Mas depois fiquei pensando e conclui que eu não tinha explorado a cidade até então. Todo mundo me dizia que era chato, eu acreditava e não a descobria com meus próprios olhos. Eis que neste fim de ano voltei e fui conhecê-la um pouco mais. Continue reading
Quem me conhece, um pouco que seja, sabe que eu tenho um certo fanatismo (eu diria dom ou aptidão) por banheiros. Não, não, o problema não é o chuveirinho, eu gosto mesmo da decoração, das mais exóticas e criativas possíveis.
Se tem algo de que me arrependi na minha lua-de-mel, foi de não ter tirado fotos dos banheiros que visitei. Mas já que é errando que se aprende, de agora em diante, não entro em um sem a digital. Continue reading




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