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Chuck Berry em São Paulo

Na semana passada, Sue me ligou convidando para ir ao show do Chuck Berry, em São Paulo. Absolutamente dura de grana, chorei por perder a grande chance de ver a gênese do rock ao vivo (e vivo)!

Eis que apelei para forças maiores e consegui duas entradas VIPs para o show. Aliás, abre parênteses, este ano estou com uma sorte danada, além do show de Chuck Berry, fui ao memorável de Bob Dylan, de graça, no setor VIP. Fecha parentêses.

Vestido com uma calça cinza social de boca de sino, um sapato preto de verniz, camisa vermelha brilhante, ornada com um colar prateado, e um cap branco, Chuck foi maravilhoso. Aos 81 anos ele continua com uma energia de garoto, tocando maravilhosamente bem, cantando e dançando muito. É o velho mais charmoso que já conheci.

O repertório foi de clássicos. O show, aliás, teve muita participação do público: “What do you want to hear?”, gritava ele para a platéia. Uma mulher sentada ao nosso lado, bem à frente do palco, se levantou para cochichar no ouvido dele um pedido musical, no que ele volta ao microfone “But it’s not my song!”. Ops! Mas sem grandes delongas, começou a tocar a sua “Rock’n Roll Music”. Na banda, tocava também seu filho, Charles Berry Jr, guitarrista que mandou muito bem!

Chuck não hesitou em pedir a presença das garotas no palco e Sue, minha amiga, não hesitou em aproveitar esta chance. Com ajuda de alguns meninos, conseguiu que a levantassem e quando menos esperava, lá estava ela ao lado de Chuck Berry no palco! A prova está no Jornal:

À esquerda de Chuck Berry, a Sue. Imagem de: O Globo.

Quando ela me disse que faria o trabalho completo, eu não estava entendendo. Agora ficou claro: não basta ir ao show; ela precisa ir de graça, no setor VIP, subir no palco, dar beijinho em Chuck Berry e sair no jornal.

Eu não gosto de tietagem, mas esta foi tão completa, que merecia um post. Fora isso, adorei ter visto Chuck Berry. Ele é muito muito bom!

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