Artigo

Portas e Janelas

Em Minas Gerais, nas cidades históricas do século XVIII, o que encontrei de mais bonito não foram as ostentosas igrejas barrocas repletas de ouro. Não foi o queijinho, nem a cachaça, nem o doce de leite. Não foi a timidez e simpatia do mineiro. Não foram as ruas feitas de pedras pelos escravos. Foram, antes, as portas e janelas do período colonial.

Os estilos variam entre as três fases do barroco. Parecem até simples portinholas, mas muitas foram porta de entrada da grande elite do ouro. As residências não tinham jardim frontal. A separação entre a casa e a rua era delimitada pela porta. O lado de fora era o lugar do profano; a casa, o do sagrado. A área de lazer era o pátio ao fundo, fora das vistas da sociedade. Muitas janelas valorizavam o “de dentro se olha para fora, mas de fora não se pode enxergar dentro”.

Tiradentes

Tiradentes

São João del Rei

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