Artigo

Fotografando do chão

Finalmente, um post na categoria “Fotos” que fala sobre fotografia e não apenas indica uma foto aleatória que tirei.

Desde muito pequena demonstrei algum interesse por fotografia. Uma coisa muito legal do meu pai é que ele sempre incentivou as filhas a usarem as tecnologias da época. Enquanto minha mãe argumentava que as crianças não deveriam mexer na vitrola para não quebrar, meu pai dizia que era melhor ensinar a usar do jeito certo, assim nunca estragaríamos. Certo ele! Entretanto, levou este conceito um pouco a sério demais. Lembro de estar na casa da praia, aos 12 anos e inquieta, e após insistir que queria passear de carro, ele me colocou no volante e me fez dirigir. Quando precisei dar ré, já aos berros que não conseguiria fazer aquilo, ele foi firme, não pegou o carro e eu quase afoguei a caravan no laguinho à beira da estrada de terra. Hoje, pelo menos, dirigir não é um tabu.

Mas por que mesmo a digressão?… Eu falava era sobre fotos… Ah, sim, porque meu pai tinha uma máquina fotográfica manual bem legal. Lembro dela com carinho. Na época, essa história de máquina com funções automáticas não existia ou era bem raro. O jeito era aprender a fotografar de verdade. Nós éramos uma família normal de classe média e ter máquina não era exatamente um acessório comum entre as famílias mais simples. Mas meu pai já curtia fotos! Assim, desde pirralha ele botou a câmera nas minhas mãos. Eu adorava e passava horas com os olhos fotografando tudo. O mais interessante, é que as fotos não ficavam ruins. O que acabava por impressionar as pessoas.

Isso tudo não é para dizer que sou um ser bem-dotado e que tem o dom e um talento excepcional para fotografar. O que quero dizer é que desde muito cedo me interessei por isso e passei muitos anos dizendo que queria ser fotógrafa quando crescesse.

Com o advento das câmeras digitais, muita coisa mudou e se tornou acessível para grande parte das pessoas. O que essas câmeras fazem é uma maravilha! Com um instrumento pequeno e, relativamente, barato (claro, comparando com câmeras manuais profissionais ou semi), é possível fazer muita, mas muita coisa legal.

Rodrigo e eu ganhamos, há alguns anos, uma Cybershot da Sony, modelo DSC-w7 de 7,2 MP (megapixels). Na época, era uma das melhores câmeras digitais do mercado. Hoje, já existem outras muito superiores. Ainda assim, ela tem sido um ótimo instrumento para nosso aprendizado.

Mas todo este post era para falar, na verdade, sobre tirar fotos do chão. Não, não do chão, propriamente dito, mas a partir dele.

Interessante de fotografar é buscar visões as quais nossos olhos não estão acostumados. Por exemplo, bichos de estimação em casa sempre são vistos de cima para baixo, pois nossos olhos estão acima e é assim que os conhecemos e estamos acostumados a ver. Buscar uma foto interessante é, por exemplo, tentar outras posições com a máquina de modo a simular um olhar distinto.

Outro dia o Rodrigo me mostrou um vídeo, computação gráfica, que mostrava várias cenas de baixo para cima, como se o chão das ruas fosse transparente e a filmagem estivesse sendo feita do subsolo. Então, você via as pessoas caminhando, os prédios, os carros passando, tudo sob um novo ponto de vista – literalmente. Era muito interessante, porque era uma visão fora do comum (depois posso linkar o vídeo).

A idéia é, basicamente, tirar o vício dos nossos olhos e buscar olhares diferentes:

© ali ckel
Malucat

 

© ali ckel
All star amarelo

 

© ali ckel
Gandalf

 

© ali ckel
Malu

 

© ali ckel
Gandalf e o all star amarelo

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