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Rio de Janeiro

Já falei do Paraná, já falei de Brasília, agora falta falar do terceiro destino destas férias.

Rio de Janeiro

É a segunda vez que visito o Rio de Janeiro e parece que ele tem se escondido de mim. Nos dois finais de semana em que lá estive, o tempo não foi dos melhores. Da primeira vez, muita garoa. Desta, calor e dias nublados. Para quem vive lá, uma maravilha - tempo assim é sinônimo de ar mais fresco, temperatura mais amena -, para quem está só de passagem, uma tristeza - Rio nublado significa uma vista não tão bonita do mar azul e de todas as belezas que lá tem. Nada disso, porém, me impediu de passear e conhecer um pouco da cidade carioca.

Na primeira viagem, tive a oportunidade de subir o Pão de Açúcar à noite. Uma vista deslumbrante e magnífica, digna de cartão postal. Melhor ainda foi descer o bondinho, último do dia, acompanhado de um simpático e jovem grupo de músicos tocando chorinho ao vivo, com direito a flauta transversal e pandeiro. Nada mais carioca!

(Gostaria de postar o vídeo para que todos pudessem ver - e garantir que não estou mentindo, mas não achei o álbum de fotos desta primeira viagem. O que me deixou um pouco deprimida, aliás. Perder fotos sucks!)

Mas voltando ao Rio: desta vez, o passeio escolhido foi o Cristo. Não pela religiosidade ou superstição, mas sim pela vista panorâmica lá de cima. Para nosso azar, o dia estava muito nublado e nenhuma foto boa saiu da máquina. Mas o passeio valeu a pena ainda assim. Eita cidade bonita!

O Cristo em si é bonito, mas nada tão excepcional. Legal mesmo é a vista panorâmica da cidade, 360 graus, que se tem lá de cima (na falta de uma boa imagem minha, veja a da Wikipédia).

Entretanto, se você tiver de escolher entre um ou outro passeio, aconselho ir ao Pão de Açúcar, pois o trajeto do bonde é mais divertido do que o do trem que leva ao Cristo. O bonde tem uma vista linda durante toda a subida e a panorâmica lá de cima é também animal :-)

Mas não só de Cristo e Pão de Açúcar vive o Rio. Também não é de tráfico que vou falar. Passeando pelo centro, se você estiver com mais tempo, um lugar interessante é o Palácio do Catete. Não estranhe se reconhecer este nome. Muito provavelmente, você já o leu em algum livro de História do colégio. É o antigo palácio do governo, quando o Rio era a capital do país, e foi lá onde Getúlio Vargas se suicidou com um tiro no peito.

Rio de Janeiro

Palmeiras imperiais, originárias de Cuba, no Palácio do Catete.

Hoje, o Palácio é aberto ao público e tem muitas atrações: um museu, uma livraria, um café e um delicioso parque no antigo jardim onde as pessoas vão caminhar e se encontrar. Foi lá que vi, pela primeira vez, a maior concentração de carrinhos de bebês em toda a minha vida. Logo depois, vi pela primeira vez na vida a maior concentração de velhinhos. O Palácio do Catete é muito bonito e vale a pena conhecer!

Rio de Janeiro

Bebês e crianças ao fim da tarde de domingo no Palácio do Catete.

Rio de Janeiro

Lago do Palácio.

Ouço as pessoas dizendo que o Rio é lindo, o mar é de um azul deslumbrante, o Cristo é belo, o Pão de Açúcar isso, Ipanema aquilo. Tudo isso é verdade. Mas o que mais me encanta é a sua geomorfologia: sobe e desce morros, ricos em nascentes d’água e marcas profundas da rede de drenagem. Rochas lindas e um recorte de praias magnífico. Eu gosto muito!

Cristo Redentor: para subir até o Cristo de trem, pela Estrada de Ferro do Corcovado, você paga R$ 36. Crianças até 5 anos no colo não pagam e até 12, pagam R$ 18. No período de alta temporada, estudante não ganha desconto. A partir de julho, segundo o atendente, as “meias” voltam a ser aceitas.

Comentários (6 comentários)

“O Cristo em si é bonito, mas nada tão excepcional. Legal mesmo é a vista panorâmica da cidade”; “o que mais me encanta é a sua geomorfologia: sobe e desce morros, ricos em nascentes d’água e marcas profundas da rede de drenagem. Rochas lindas e um recorte de praias magnífico.”

Pois é. E o povo acha que só por estar bem localizado, o cristo, aquela estatueta inexpressiva, é uma grande maravilha do mundo moderno…

Badá / February 12th, 2008, 6:14 pm / #

Oquei, eu exagero, mas a essência é essa mesmo. O Cristo Redentor não passa nem perto de ser uma das 7 maravilhas do “mundo moderno”, e seja porque os brasileiros inúteis na internet acham jeitos de votar várias vezes e fazem campanhas supostamente nacionalistas, ou porque uma parte desses confunde a beleza natural do Rio de Janeiro com algum mérito do Cristo, tá aí, uma tremenda campanha da internet que tinha tudo pra ser, pelo menos, interessante, estragada por esse resultado sem vergonha.

Badá / February 12th, 2008, 6:19 pm / #

Não esqueço a primeira vez que fui ao Rio, a impressão de que a paisagem (a geomorfologia) é linda, mas a cidade em cima parece uma sarna, uma micose, sei lá.

Badá / February 12th, 2008, 6:19 pm / #

E já que eu tô sendo crítico, lá também é cheio de gente falando que nem carioca… eca!

Badá / February 12th, 2008, 6:20 pm / #

“Não esqueço a primeira vez que fui ao Rio, a impressão de que a paisagem (a geomorfologia) é linda, mas a cidade em cima parece uma sarna, uma micose, sei lá.”

A urbanização é o “câncer” da paisagem natural, Badá? ;-)

alickel / February 12th, 2008, 6:58 pm / #

Tem gente que diz isso, mas pra mim parece uma dermatite, mesmo. Talvez eu só não veja fundo o suficiente.

Badá / February 13th, 2008, 9:41 pm / #

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