Artigo

Punta Arenas, Chile – 04/02/2007 – 5° dia

Acordamos e fomos tomar café na copa da casa da Roxana, dona do nosso albergue. Havia uma família muito simpática de argentinos (contradição?). Estavam comentando sobre problemas para atravessar a fronteira, por causa da grande quantidade de carros. Deviam ser los sacolleros indo para Punta Arenas. Aqui tem uma zona franca, então, vem muitas pessoas fazer compras.

De barriga cheia, fomos à Agência tentar uma ida às Pinguineiras, mas para aquele dia não era mais possível. Assim, compramos os tickets para o dia seguinte de manhã. Em seguida, fomos ao centro turístico buscar informações sobre hospedagens e passagens para Puerto Natales, nossa próxima parada, a cidade na porta do Parque Torres del Paine.

O atendimento foi ótimo e o escritório é lindo: no coreto bem ao centro da Plaza de Armas de Punta Arenas (aliás, confirmamos o fato de que toda cidade no Chile tem uma “plaza de armas”). Infelizmente, a Casa Cecília, albergue em que queríamos ficar em Puerto Natales, estava cheia. Reservamos outro local, depois, providenciamos as passagens para amanhã (05/02) e fomos almoçar.

O Rodrigo comeu um cordeiro delicioso e eu um raviole à bolonhesa. O restaurante era simples e tinha piso de carpete. Nunca vi isso antes, restaurante com carpete. Deve ser péssimo para limpar comida que cai no chão. Pouco prático!

Voltamos para o albergue andando. Aliás, sempre andando. Como a cidade é pequena, não vale a pena usar táxi para nada. O melhor é ir passeando pelas ruas, à beira do porto, numa vida mansa… Aproveitamos, inclusive, para testar as águas geladas do pacífico. São frias mesmo :)

A tarde fomos fazer compras para o trekking. Precisávamos garantir 5 dias de comida. Procuramos não exagerar, mas é sempre ruim prever quanto vamos querer comer. Normalmente, o ideal é levar comida para uns 2 a 3 a mais do que você vai usar de verdade, porque caso aconteça algum acidente, você tem garantia de sobrevivência. Mas como se tratava de um trekking num parque com grande infra-estrutura, albergues a distâncias razoáveis e em alta temporada, cheio de gente, não nos preocupamos tanto assim. Procuramos levar para uns 6 dias para duas pessoas, claro. Compramos uma parte das coisas, as que não estragavam, e o resto resolvemos providenciar em Puerto Natales. Punta Arenas é uma cidade maior, por isso, achamos mais seguro garantir certas coisas que, talvez, não encontraríamos em Puerto Natales.

Deixamos as compras no albergue e fomos no mirante da cidade. Lindo!! Dá para ver Punta Arenas com as casas de telhados coloridos e o oceano ao fundo.

Mirador Punta Arenas

Mirador de Punta Arenas

Num espécie de café no alto do mirador, tinham umas placas indicando o nome de algumas cidades do mundo e mostrando a sua direção e distância. Procuramos até o fim, mas não encontramos ‘São Paulo’, apenas ‘Rio de Janeiro’. Malditos cariocas, deveriam ir para a Argentina e não para o Chile (rs). Aliás, na cidade tem um restaurante chamado “carioca”, deve ter sido culpa dele.

Mirador Punta Arenas
Mirador Punta Arenas

Rio de Janeiro – 4101 Km

Saindo do mirador, nos encontramos com a Joane e fomos comer Empanadas em um boteco tosco chileno (modo de dizer, porque era bem legal): “Sociedad de Los Empleados”. Experimentamos a cerveja local, Austral, deliciosa e comemos empanadas fritas de carne e de mariscos. O lugar cheirava à fritura, nossas roupas ficaram péssimas. Mas a comida era boa e muito barata ($ 1000 x 3 empanadas, em pesos chilenos). Finalmente, uma boa empanada no Chile! :)

Mais uma noite de sono capotado, dessa vez foi de canseira e cerveja…

  • Recomendamos:

Bar Sociedad de Los Empleados – se você não tem frescura e acha que o cheiro de fritura na roupa é um pequeno preço a se pagar por uma noite num bar tipicamente do povo chileno, recomendamos o Sociedad de Los Empleados. A cerveja Austral é muito boa, apesar de que você encontra em quase todo lugar, mas as empanadas e os peixes assados são deliciosos.

>> próximo dia

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