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Quando as fotografias permitem reencontros

Fotografia é um negócio muito legal. Dentre todas as coisas interessantes, acho incrível a possibilidade de eternizar informações, fatos e experiências através de imagens.

Olhando a coleção de fotografias da minha avó, de quando minha família vivia na Iugoslávia, na Áustria, de quando chegaram no Brasil, tudo isso abre uma janela para a imaginação. É através dessas imagens que eu tenho a possibilidade de conhecer, por exemplo, a casa em que nasceu meu pai. Uma construção que hoje, possivelmente, já nem existe mais. E esse conhecimento, de certa forma, colabora para a construção de uma identidade.

Mais interessante ainda é quando esses registros são jogados na Internet e surgem, então, novas possibilidades. Há um tempo, através da fotografia abaixo, fui contatada por um primo de segundo grau da Alemanha, de cuja existência eu nem sabia.

Irmão do Opa

Este homem à direita, na imagem, é irmão do meu avó, junto a sua esposa e filho. Michael Lickel entrou em contato comigo dizendo que tinha esta mesma fotografia em casa e que o garoto na imagem era seu pai. A ligação é muito próxima: meu pai é primo do pai de Michael.

É estranho e ao mesmo tempo excitante pensar que ninguém mais possuia contato com essas pessoas, que eles estavam separados há mais de 60 anos e agora o encontro é novamente possível. Eu sei que esse papo da Internet como uma forma de reaproximação de pessoas, facilidade de comunicação etc, já é um tanto quanto batido. Mas cada vez que isso acontece comigo, eu ainda fico impressionada. Quer dizer, o encontro com coleguinhas de infância no orkut pode ser legal, mas é algo factível e que poderia acontecer em qualquer lugar. Encontrar alguém da sua família, que estava esquececido há decádas, que fora separado num contexto de guerra em outro continente é algo incrível.

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