Quando as fotografias permitem reencontros
Fotografia é um negócio muito legal. Dentre todas as coisas interessantes, acho incrível a possibilidade de eternizar informações, fatos e experiências através de imagens.
Olhando a coleção de fotografias da minha avó, de quando minha família vivia na Iugoslávia, na Áustria, de quando chegaram no Brasil, tudo isso abre uma janela para a imaginação. É através dessas imagens que eu tenho a possibilidade de conhecer, por exemplo, a casa em que nasceu meu pai. Uma construção que hoje, possivelmente, já nem existe mais. E esse conhecimento, de certa forma, colabora para a construção de uma identidade.
Mais interessante ainda é quando esses registros são jogados na Internet e surgem, então, novas possibilidades. Há um tempo, através da fotografia abaixo, fui contatada por um primo de segundo grau da Alemanha, de cuja existência eu nem sabia.
Este homem à direita, na imagem, é irmão do meu avó, junto a sua esposa e filho. Michael Lickel entrou em contato comigo dizendo que tinha esta mesma fotografia em casa e que o garoto na imagem era seu pai. A ligação é muito próxima: meu pai é primo do pai de Michael.
É estranho e ao mesmo tempo excitante pensar que ninguém mais possuia contato com essas pessoas, que eles estavam separados há mais de 60 anos e agora o encontro é novamente possível. Eu sei que esse papo da Internet como uma forma de reaproximação de pessoas, facilidade de comunicação etc, já é um tanto quanto batido. Mas cada vez que isso acontece comigo, eu ainda fico impressionada. Quer dizer, o encontro com coleguinhas de infância no orkut pode ser legal, mas é algo factível e que poderia acontecer em qualquer lugar. Encontrar alguém da sua família, que estava esquececido há decádas, que fora separado num contexto de guerra em outro continente é algo incrível.






Comentários (4 comentários)
Legal algo assim ter acontecido, Lickel.
Como eu já comentei em outro post teu relacionado a genealogia, eu fico muito mais na tentativa de descobrir algo… Infelizmente minha família não tem relatos históricos!
Rafael / July 6th, 2009, 3:11 pm / #
Que legal, Aline, eu também sou fã destas descobertas, é muito instigante.
Você disse que alguns de seus ascendentes e/ou familiares vieram da Iugoslávia. Quando eu tinha 15 anos, ou seja há exatos 18 anos, meu professor de inglês sugeriu que nós fizéssemos parte do então conhecido “Internacional Pen Friends Club”, para que pudéssemos aperfeiçoar o estudo da lingua. Eu, mais que imediatamente, me cadastrei e poucas semanas depois recebi a carta de um garoto iugoslavo. Ficamos muito amigos e nos correspondemos por anos e anos. Quando veio a guerra recebi várias cartas dramáticas, que foram se escasseando ao longo do tempo. A última que recebi foi por intermédio de uma organização francesa, muitos meses depois de ser postada. Guardo todas as cartas com carinho e tenho muita vontade de ir até lá. Me lembro como se fosse hoje das cartas que chegavam perto do natal. Meu amigo falava tanto dos biscoitos e bolos que sua mãe fazia que eu chegava a sentir o cheirinho. Lendo seu post me lembrei de tudo..
Ela / July 8th, 2009, 2:56 pm / #
Oi Aline!! Recebi o cartão postal, que legal! Obrigada, viu? Uma honra pra mim, adorei!
A foto é linda mesmo.
Parabéns mais uma vez,
Ela ;)
Ela / July 10th, 2009, 2:13 pm / #
Oba, Ela, que legal que gostou :-D
Muito obrigada!
alickel / July 29th, 2009, 9:13 am / #
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