Artigo

Chillán, Chile – 01/02/2007 – 2° Dia

16h20

Levantamos às 8h10 e tomamos o café da manhã do albergue. Havia leite, café solúvel (super comum no Chile e muito ruim), pães hallullas, manteiga e geléia. Nada excepcional, mas bom o bastante!

Tínhamos o plano de ir ao Mercado Central e depois ao Cerro de San Cristóbal. Mas nossos planos foram abalados rapidamente. Optamos por trocar todos os nossos travellers por dinheiro, pois indo mais ao sul, não sabíamos a facilidade que encontraríamos para trocá-los.

O primeiro câmbio em que passamos estava fechado, pois eram ainda 9h30. Fomos a um segundo, mas recusaram trocá-los porque a assinatura do Rodrigo estava no espaço da data (assinatura essa feita no ato da compra dos travellers no banco na frente do atendente). Putos da vida e muito preocupados pelo fato de estarmos com dinheiro inutilizável, fomos para a última alternativa: o Banco do Brasil.

Pegamos um metrô e atravessamos a cidade. Depois de horas no banco, com todas as burocracias, conseguimos trocar os travellers por dinheiro. Metade pesos chilenos e metade dóllares para garantir o resto da viagem.

Com todo o nosso tempo perdido, tomamos o rumo do albergue. Antes de pegar nossas malas, passamos na casa de Pablo Neruda. Infelizmente, não conseguimos entrar, mas entendemos muy bien a escolha do poeta. Que rua calma e graciosa!

Já no albergue, arrumamos tudo muito rapidamente e com mochilas nas costas, calças e botas, sob o sol quente e insuportável do meio dia, fomos andando em direção ao Mercado Central. Por lá, nem paramos muito, apreciamos as bancas de peixe com lindos e apetitosos salmões (hum), centollas etc. Compramos maçãs para a viagem, tiramos uma foto e pronto. De lá, seguimos para a famosa Plaza de Armas, muito bonita de movimentada. Umas fotos e metrô, pois já era hora de tomarmos o rumo do trem.

Chegamos na Estación Central às 13h, o trem partia às 13h30. Compramos um sanduíche para o almoço e entramos no trem, que saiu de Santiago pontualmente na hora marcada. Nosso sanduíche estava horrível, passou muito tempo refrigerado, estava congelado por dentro e depois que descongelou, ficou aguado que nem chuchu.

A viagem de trem é muito confortável. Ar condicionado, bancos grandes e bastante reclináveis. Fomos de primeira classe e não nos arrependemos. A vista é muito bonita, apesar de não ter mudado muito até agora, após 3h de viagem. Passamos apenas por uma grande planície, entretanto, como nossas poltronas estão ao lado esquerdo do vagão, temos uma belíssima vista dos Andes com picos gelados. Por vezes, um rio pequeno, mas muito azul e cheio de pedras. Passamos por muitas fazendas, que lembram bastante as fazendinhas no sul do Brasil. As cidades nesta região são muito pequenas e humildes. Por conta do frio, a maioria das casas possuem aquele telhado modelo europeu para neve.

Já vimos no guia alguns restaurantes em Chillán. Chegaremos lá por volta da 17h30 da tarde e nosso ônibus sairá ás 22h. Teremos tempo para passear, comer, escrever postais etc.

Church - Chillán

Igreja da praça principal de Chillán

Às 17h40 chegamos em Chillán, guardamos nossas malas numa custódia e fomos almoçar. Andamos na Av. Brasil, a avenida principal da cidade, mas que, por algum motivo estranho, não possuia placa para uma foto sequer. Todas as outras ruas eram bem sinalizadas, concluímos que o problema da Brasil é a falta de informação. Andamos até a Plaza de Armas (toda cidade no Chile, ao que parece, tem uma) e de lá fomos ao restaurante escolhido: Vegetarianos Arco-íris, onde comemos um prato delicioso com arroz blanco, champinónes, ensala sortida e pollo (= frango). Hum! Vegetarianos sabem o que é bom!

Depois de muito bem alimentados, passamos num mercado e compramos coisas para preparar um lanche: hallullas (o pão chileno redondinho, macio e delicioso), queso crema, jugo de naranja, papas fritas etc. Depois, fomos a uma atração turística local: o cybercafé. Pegamos os endereços de todos os nossos amigos para enviar postais e mandamos um ¡Hola! para “os nossos”. Aproveitamos um pouco da delicioso praça, com calor e cheio de gente e fomos andando até a rodoviária. Que cidade lindinha!

Hallulla Breads

Hallullas

Na rodoviária, pegamos nossas malas e esperamos o ônibus, escrevendo postáis e batendo papo. O ônibus chegou com um pouco de atraso, às 22h40 estávamos deixando Chillán, que a essa hora já era noite, finalmente. Aqui, demora para baixar o sol, 21h é como 18h30 em São Paulo neste época.

O ônibus era extremamente muquifento. Não tinha ar condicionado, todas as janelas estavam fechadas (e não havia nenhuma ao lado das nossas poltronas para abrirmos), pouco espaço entre os bancos e vizinhos de frente que imediatamente baixavam ao máximo seu encosto. Tivemos de fazer malabarismos (e contorcionismo) para sobreviver ao aperto e ao calor por 10 horas de viagem.

  • Recomendamos:

– Restaurante Arcoiris (vegetariano) em Chillán: El Roble 525, Fono: 227549

  • Não recomendamos:

– Empresa de ônibus TurBus – como já disse em outro post e agora neste, foi extremamente desconfortável a viagem de 10 horas no ônibus quente e apertado.

>> próximo dia

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