Artigo

Fred

Talvez alguns de vocês já saibam que minha tia Aline, autora deste blog, tem certos momentos de loucura, como quando cortou o cabelo radicalmentem ou me chamou para ser dama de seu casamento. Ou ainda quando decidiu pular de para-quedas e me dar seus gatos e suas roupas legais. Está bem, posso ter acrescentado alguns itens não tão verídicos, mas até que não seriam má idéia esses últimos três. Mas isso não vem ao caso, o que vem é que ela, num desses momentos de loucura, me chamou para escrever no seu blog como convidada de férias. Então aqui vou eu! Mazipan, meu apelido de infância, prestes a fazer 14 anos. Peço a vocês que apreciem e gostem dos meus textos e crônicas, e se não gostarem, que os critiquem para que possa fazê-los cada vez melhor. Então é isso. E a minha primeira postagem será “Fred”, uma história que aconteceu de verdade, que queria compartilhar com vocês!

Minha mãe, quando pequena, teve um galo, Valentão. Eu, depois de escutar sua história, quis ter uma galinha. Um dia, meu avô comprou 15 galinhas e ficou combinado que eu escolheria uma delas para dar o nome de Frederica (para mim este é um otimo nome para galinha!) e nela eu amarraria uma fita na perna para diferenciá-la das outras e poder dar a ela uma atenção maior. As galinhas ficavam num cercado e em volta deste ficavam meus dois labradores, Babão e Balu, que não deixavam nenhum gato se aproximar das galinhas.

Em um belo dia de sol, resolvi ir até o galinheiro escolher qual delas receberia o nome de Frederica. Fiquei observando-as por algum tempo, mirei em especial a uma bem gordinha de penas bem brancas e macias. Ela andava rebolando e tinha um cacarejar diferenciado, mais melodioso. Ficou decidido naquele instante que ela era Frederica! Agora é que seria a parte mais difícil da brincadeira, colocar a fita na perna. Entrei no galinheiro e fui chegando perto de Frederica, mas como ela era muito arisca, corria de mim feito uma doida. Corri atrás dela até encurralá-la. Ela estava ali na minha frente, num beco com grades de arame. Quando me abaixei para agarrá-la e finalmente colocar a fita, Frederica, mais rápida do que eu, se espremeu entre o chão e a cerca e fugiu escapulindo do galinheiro. Foi nessa hora que Balu a abocanhou sem muito esforço e Babão… bom, Babão terminou o trabalho.

É triste escrever para vocês que Frederica morrera.

Arrasada, no dia seguinte, fui triste para a escola. No meio da aula de jardinagem, enquanto plantávamos brócolis, Carol, minha melhor amiga, me perguntou o que havia acontecido. Eu lhe contei. Então, ela teve uma brilhante idéia: sugeriu que déssemos o nome de Frederico para o mais belo brócolis que nascesse, em homenagem a Frederica, minha falecida miss galinha!

O mister brócolis, Frederico, cresceu! Era lindo, tinha uma cara de apetitoso e, com o brilho de suas verdes folhas que eu limpava todas as aulas, ele esnobava os outros brócolis “ralés”! Ele era lindo. Até que um dia, o professor da matéria avisou que já podíamos colher o Frederico… mas… não, não podíamos! Carol nem me escutou e logo arrancou Frederico da macia terra! “Como ela pôde?” Vocês devem estar se perguntando, pois eu também não sei…

No dia seguinte, a mãe de Carol veio me dizer que o brócolis estava ótimo e que agradecia por ter deixado a Carol ficar com toda a colheita.

Bom, meus queridos leitores, nunca dêem nome para coisas que possam ir para a barriga de alguém ;P

Comentários (9 comentários)

Excelente!! :D

(A garota tem estilo, hein?)

daniduc / December 22nd, 2008, 10:35 am / #

Por um mundo sem nomes!

Rafael / January 5th, 2009, 2:58 pm / #

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