Artigo

Béchamel com amêndoas II

Não sei por que continuo a achar que ninguém lê as coisas que escrevo. Publiquei o ensaio de ontem, sobre o penne, sem pensar nas conseqüências: estraguei a surpresa do jantar de hoje! Por sorte, o casal para quem eu cozinharia torcera justamente pelo mesmo prato que viram aqui no blog. Sorte mesmo, pois a outra opção seria a pizza delivery!

Por outro lado, o ensaio serviu ao seu propósito. O prato de hoje ficou realmente melhor do que o de ontem. Fiz o molho como o outro, apenas diminuindo a quantidade de leite e substituindo por vinho branco seco (cerca de 150ml). Também coloquei menos cebola e temperei com algumas pitadas de gengibre em pó e cerca de 7 sementinhas de erva-doce. Ao invés do penne, fiz fetuccine, minha massa preferida. Ficou maravilhoso, lá lá lá! :-)

Calma, calma, não joguem confetes ainda. O brownie, ao contrário, ficou horrível. Minha balança está emprestada e acabo de descobrir que sem ela sou como cego sem muletas. Como pesar 240g de cacau em pó? Além disso, pela primeira vez resolvi usar cacau ao invés de chocolate em barra, e açúcar mascavo no lugar do branco. Ficou um brownie seco e duro! :( As visitas gostaram, mas este não é o meu brownie!

Para acompanhar o jantar, resolvi comprar um vinho. O ideal para uma massa leve e delicada como esta, acho que seria um branco. Porém, não sei comprá-los. Para não errar, optei pelo tinto. Minha uva preferida é cabernet, mais forte. A comida, entretanto, pedia algo mais suave. Fui de merlot. Também por não conhecer o paladar dos meus convidados, os mais neutros acabam sendo as melhores opções.

Vinho

Eu e o rbp estamos numas de testar vinhos nacionais e alguns já entraram na lista de predileções: da vinícola Salton, os tintos da linha Volpi estão muito bons, além dos rótulos serem uma graça, com as bandeirinhas do pintor. O de hoje foi um que também tomamos com freqüência: o Fausto. São vinhos baratos, na média de 20 a 30 reais, e muito gostosos. Não são ácidos e nem aguados. Excelentes para o dia-a-dia.

Enquanto terminava de preparar o jantar, entreguei a garrafa de vinho e o saca-rolhas nas mãos do único homem presente, o noivo de minha amiga. Meio sem graça, ele assumiu que não sabia bem por onde começar. Nessa hora, agradeci pelo o dia em que o rbp me ensinou a abrir garrafas de vinho e de prosecco. Nem sequer entortei a rosca ao enfiar na rolha (já empurrei algumas rolhas paa dentro da garrafa, assim). Em três, matamos felizes os 750ml. Da massa, o que sobrou foi um tequinho de nada, que mal vai bastar para o rbp provar amanhã, quando retornar de viagem. Significa que em breve teremos mais béchamel – e brownie, porque agora ele me chamou pra chincha. Ou vai ou racha!

Aos nubentes que aqui estiveram, obrigada pela deliciosa companhia!

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