Artigo

Photoshop, Gimp e algumas impressões

Todos os desenhos ou tratamentos de imagem que eu fazia, até então, eram no Gimp. Há muito tempo que uso apenas Linux (atualmente, a versão Ubuntu) e o Gimp é um ótimo editor de imagens “software livre” (e que você pode também instalar no seu PC Windows, fazendo o download gratuitamente). Toda a noção de camadas, desenho em vetores, tratamento de imagens etc, aprendi neste programa.

Mais recentemente, comecei a trabalhar com design e, aparentemente, os programas que dominam no mercado são Photoshop e Ilustrator, ambos da Adobe. No começo, foi um choque muito grande. Tem coisas parecidas, mas muitas bem diferentes. Como tudo em computadores, precisa de treino. Estou tendo overdose de Photoshop e durmo sonhando com vetores: puxe pra cá, ajusta aqui, muda paleta de cor…

Ontem, precisei fazer um trabalho em casa e como ainda não instalei o emulador para rodar Windows, estou sem os programas da Adobe. O que não é um problema, afinal, há cinco anos que uso apenas Gimp e ele há de bastar. Engano meu! Da mesma forma como levei um choque na transição Gimp-Photoshop, ontem me senti uma retardada usando o Gimp. O mouse simplesmente não me obedecia. Parecia faltar uma série de ferramentas que me acostumara, tão rapidamente, no Photoshop.

Apesar do que afirma a maior parte dos designers, ainda não estou convencida de que o Photoshop é imensamente superior ao Gimp. Acontece que muitos já ouviram falar do Gimp, mas nunca o usaram, efetivamente. Nesta primeira semana, já encontrei funções que existem no Gimp, são extremamente úteis, mas não tem no Photoshop. Por exemplo, desenho de vetor apenas em contorno, sem preenchimento interno da área. “Ah, mas tem no Ilustrator”!

Parece-me que o Gimp é um pouco mais enxuto em funções e usabilidade, mas é bom para trabalhar tanto fotos quanto ilustrações. Enquanto que a Adobe separou em dois programas distintos e mais completos: Photoshop para fotos e Ilustrator para desenhos.

Mas tudo isso estou dizendo baseado em um uso curto e limitado de ambos os programas. Até porque, já aconteceu de me encantar com alguma ferramenta do Photoshop e, depois, acabar por descobri-la no próprio Gimp.

A impressão – não conclusiva – desta primeira semana, porém, é de que o Photoshop tem uma interface melhor do que o Gimp. Vamos ver se minha opinião se sustenta.

Amanhã, farei uma oficina de Inkscape, sendo que na segunda vou começar a usar o Ilustrator. Veremos quem é melhor! Também quero dar uma investigada no Xara Xtreme, sugerido pelo Nelson.